Uns dias depoisDimitri
Raissa estava finalmente se apegando a Helena. Ela mesma pediu que fosse preparado um quarto especial para os filhos - um quarto de brinquedos, cheio de cores, espaço e segurança. Pedi ao meu assistente que resolvesse tudo em uma semana. Um lugar perfeito para eles. Quando crescessem, faria algo ainda maior.
Observava minha mulher pelas câmeras do quarto. Mesmo que os pequenos ainda não falassem ou andassem, Raissa fazia questão de brincar com eles. Passava o dia inteiro com Andrei e Helena, enquanto à noite, ela continuava sendo minha. Ela compreendeu perfeitamente o que era ser minha esposa.
Vi-a chamando as babás e entregando os filhos para elas. Raramente fazia isso, então me senti satisfeito com o progresso dela.
Enquanto conferia alguns documentos importantes da máfia, ouvi a porta do meu escritório bater.
- Dimitri... - chamou Raissa, doce e hesitante.
- Venha aqui - ordenei.
Ela se aproximou e sentou-se no meu colo. Minha mulher era, sem dúvidas, a mulher mais linda da máfia. Sabia que era cobiçada e invejada, e eu me sentia um homem de sorte por tê-la.
- Queria te pedir algo - disse ela, com aquele olhar que sempre me amolecia.
- O quê? - perguntei, curioso.
- Bom... eu queria ir ao shopping. Fazer compras para os bebês. Eu nunca escolho nada para eles.
- Você sabe que não gosto quando você sai sozinha - disse, firme.
Ela abaixou a cabeça e concordou silenciosamente.
- Desta vez deixarei você ir. Não poderei acompanhá-la, mas mandarei seguranças e as babás também.
Ela sorriu, feliz, e me deu um beijo.
- Compre o que quiser. Tome - disse, entregando a ela um cartão de crédito sem limites, diretamente da minha gaveta.
- Vá se arrumar. Não quero que voltem tarde, ok? - acrescentei.
- Sim, obrigada, Dimitri - disse ela, radiante, antes de sair.
Sorri sozinho. Sou um homem de sorte. Raissa é perfeita. Desde que começou a aceitar Helena, tornou-se ainda melhor.
Raissa
Estava no shopping com os filhos, cercada por seguranças, claro. Era estranho andar assim, oito homens ao redor apenas para proteger a mim e às crianças. Alguns carregavam bolsas com compras que já havia feito.
Vi uma loja de ternos e decidi comprar algo para Dimitri. Assim que entrei, fui cercada pelas atendentes, todas querendo me atender. Afinal, eu era Raissa Vassilev Romanov - a Senhora Romanov.
- Olá, Senhora Romanov, eu irei atendê-la. O que a senhora precisa? - disse uma das vendedoras, sorrindo.
- Quero ver alguns ternos para meu marido - respondi.
- Claro, preferência de cor? - ela perguntou, anotando mentalmente cada detalhe.
Passei horas no shopping, comprando roupas, brinquedos e acessórios para os pequenos. Quando finalmente cheguei em casa, já eram 16h39. Helena estava chorosa, então a carreguei no colo para acalmá-la.
- Demorou, minha princesinha - disse Dimitri ao nos ver entrar.
- Desculpe, sei que demorei. Comprei muitas coisas - respondi, sorrindo cansada.
- Não tem problema desta vez. Levem as coisas para o quarto - ordenou ele aos seguranças, que assentiram prontamente.
Dimitri pegou Andrei e dispensou as babás.
- Quero algo especial esta noite - disse ele, olhando para mim com intensidade.
- Tipo o quê? - perguntei, curiosa.
- Vamos a um evento que começará às 22 horas. Descanse agora e depois se arrume. Use um vestido vermelho. Comprou joias? - perguntou, quase sorrindo.
- Sim, e comprei algo para você também. Vamos ver? - respondi, mostrando o que havia escolhido.
Ele sorriu e assentiu.
- Vamos - disse, e subimos para nosso quarto.
As sacolas estavam espalhadas sobre a enorme cama. Coloquei Helena no mini-berço do quarto e fui até a sacola de ternos para Dimitri.
Ele abriu a sacola, retirou o terno preto, meu preferido, e a gravata vermelha.
- Minha bela esposa lembrou de mim, que maravilha! - disse ele, sorrindo. - Gostei, princesa. Irei usá-lo hoje.
Sorri animada. Ele havia gostado, e isso me deixava feliz.
