Prólogo

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Don Dimitri

Olhei para ela estirada no quarto — a mulher que, por azar, cruzara meu caminho.

Peguei a arma no criado‑mudo e, após um instante, encerrei aquilo ali. Saí da sala e acendi um cigarro, observando a cena sem mais delongas.

Meu modo de viver com pessoas é duro; nunca prometi carinho a quem apenas me servia.

Saí do quarto e disse ao meu chefe de segurança que mandasse organizar o aposento da boate que havia usado.

Voltei para a mesa onde me aguardavam meu consigliere e alguns capi.

Andrei: — Don, o senhor precisa de uma esposa… precisamos de um herdeiro.
Dimitri: — Não me casarei com qualquer mulher.
Ivan: — Don, entenda: os italianos têm um herdeiro. Precisamos.
Dimitri: — Marquem um baile. Tragam as mais belas e preservadas; eu escolherei minha esposa.

Casar? Nunca esteve nos meus planos, mas será preciso.

Casarei — não prometo fidelidade nem afeição à minha esposa.

Estou sentado no escritório da minha empresa.

Ser mafioso traz responsabilidades.

Tenho várias empresas para dar cobertura aos meus negócios; no submundo sou conhecido como Boss. A polícia, o FBI e a Interpol estão nas margens do meu jogo; o governo da Rússia tem segredos que utilizo a meu favor.

Meus subordinados estão a todo vapor: o baile para escolher minha esposa será sábado — amanhã.

Quero uma mulher pura — não que uma experiência passada a desqualifique automaticamente, mas se vou ter uma esposa, quero alguém sem manchas.

Império RussoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora