Ciúmes e Whisky

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Eu instantaneamente corei, e meu coração disparou. Eu não conseguia responder à sua pergunta, era como se eu tivesse desaprendido a falar.

Será que Armin tinha contado para ele?

- Você bebeu? Você está com cheiro de whisky...

- Sim, bebi um pouco, mas não desvie da minha pergunta: quem é Eren?

Ele já estava falando alto e autoritário no corredor e parecia bem irritado, e eu estava com medo de alguém ouvir a nossa conversa, principalmente Armin ou meus pais, que estavam nos quartos do lado do meu. Então eu o puxei pelo braço para dentro do meu quarto e fechei a porta, trancando-a em seguida.

- Por que se importa, Sr. Smith?

- Pare de me chamar assim. Aqui eu não sou seu chefe, sou só Erwin. E responda minha pergunta. Quem é esse tal de Eren, é seu namorado?

- Não, Erwin, ele não é meu namorado. Agora você poderia por favor ir embora? Eu ia tentar dormir agora, E você não parece estar em um estado aceitável para uma conversa.

- Ele não é seu namorado, mas é bom com os dedos. Você foi pra cama com ele?

Definitivamente Armin não disse nada para ele...

- Você estava ouvindo minha conversa com o Armin?! Você sabe o quanto isso soa estranho???

Ele olhou levemente para baixo, parecendo envergonhado.

- Eu estava passando em frente à sua porta quando ouvi você falando sobre esse tal de Eren com meu filho, e eu não pude me conter de ouvir o resto. Desculpe por isso. Eu não queria ter ouvido, fiquei com tanta raiva...

- Não entendo o porquê de ter raiva.

Ele chegou bem perto de mim, e me segurou pelos braços. A atitude dele fez com que eu ficasse ainda mais nervosa, e novamente ele estava ali, a centímetros da minha boca.

- Eu sei o que você está fazendo. Está fugindo de mim.

- E-Eu estaria fugindo de quê? Isso não faz sentido nenhum! Eu só... conheci um cara legal, nós saímos, e estamos nos dando muito bem!

- Você está fazendo tudo o que pode pra fugir de mim, pra não ceder..., mas eu quero que ceda, Morgana. – Ele levou uma de suas mãos até meu rosto suavemente, e continuou: - Não vou te forçar a nada, mas eu quero que diga sim. Diga sim pra ser minha.

- Erwin...

- Eu estou morrendo de ciúmes de você, e eu sei que pode soar egoísta e provavelmente não faça sentido nenhum, mas eu não queria você com ninguém, só comigo. Numa hora dessas, agradeço por Levi ser do jeito que é. Graças a isso não tenho que suportar o fim de semana todo com você pra lá e pra cá com outro homem.

- Você tem noção do que poderia acontecer se nós tivéssemos um caso às escondidas e alguém descobrisse? As coisas que aconteceriam? Só de pensar nisso, eu quero correr para o mais longe possível de você...

- Então vamos fazer de uma maneira que ninguém descubra. Eu perderia tanto quanto você, talvez até mais, mas eu estou disposto a arriscar.

Nós nos olhávamos fixamente, e ele me olhava com um semblante suplicante, como se precisasse daquilo mais do que tudo, como se precisasse de mim.

E eu precisava dele. Não queria admitir, mas precisava daquele homem como precisava de ar para respirar.

Dessa vez, eu extingui a distância dos nossos lábios, e podia ouvir sua respiração pesada com aquele beijo. Ele passou os braços ao redor do meu corpo pela cintura e me puxou forte para ele, arrancando um gemido manhoso de mim, e só de sentir o calor do seu corpo e o gosto de whisky na sua boca, meu baixo ventre já estava doendo de tesão. Eu afastei os meus lábios dos dele depois de um tempo, e ele olhava fixamente pra mim, quase que como se conseguisse ver através dos meus olhos.

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