Aquele seria um dia histórico.
Betinho descobriu que seu pai estaria em uma reunião na casa de Johnny, então sugeriu a Alice que convidasse os irmãos dela para visitá-la, para que pudessem brincar juntos. Alice gostou da ideia.
- Me sinto mal de enganar a tia Alice, mas foi necessário. - falou Betinho.
- É por uma causa nobre. - respondeu Willy.
Os dois garotos estavam na frente da casa de Betinho, esperando os irmãos de Alice chegarem. Logicamente, o intuito deles não era brincar, mas sim realizar a "batalha" que haviam combinado.
Não demorou muito para que Ernesto, Gabriel e Helena chegassem; ao descer do carro, Ernesto avistou Betinho lhe fazendo um sinal de "eu e você, agora", e entendeu o recado. Os três irmãos entraram na casa de Alice – foram cumprimentar os anfitriões – e então caminharam até a casa de Betinho.
- Bem-vindo à minha humilde residência, Gasparzinho. - provocou Betinho.
- Se você acha que me ofende me chamando de "gasparzinho", está muito enganado. Eu acho o personagem bem legal, na realidade - respondeu Ernesto.
- Por que eu ia querer te ofender, mano? Quem tá insistindo nessa briga toda é você... Eu tenho costume de chamar todo mundo por apelido, porque não sou bom pra lembrar nomes.
- Eu imagino que pra alguém com a sua capacidade intelectual lembrar de um nome com mais de quatro letras seja meio desafiante mesmo.
Betinho ficou em silêncio, com a feição sizuda.
Então se virou para Willy:
- O que ele falou foi uma ofensa?
- Eu acho que não. - respondeu Willy, que não havia prestado atenção em nada da conversa. Estava admirado com o cabelo cacheado do Gabriel, e ficou se imaginando se ele ficaria bem de cabelo cacheado. "Eu gostaria de ser chamado de anjinho. Não, melhor ainda, cupido. Willy, o cupido." - pensava, quando foi despertado pela pergunta de Betinho.
- Obrigado. - disse Betinho para Ernesto, que não acreditando na resposta, revirou os olhos. - Mas não estou interessado nos seus elogios. Se for pra gente cair na mão vamo logo, que eu não tenho tempo a perder.
- Muito bem. Será uma luta entre eu e você. Gabriel e seu amigo bolo-fofo também vão lutar.
Willy e Gabriel se entreolharam.
Willy não queria lutar de jeito nenhum, mas nunca daria o braço a torcer. Já Gabriel, que achava desafios braçais uma perda de tempo, se manifestou:
- Eu passo. Se não lutar me faz parecer um covarde, então que seja.
"Ufa, ainda bem!", pensou Willy.
- Se ele não faz questão, eu aceito a desistência dele.
Betinho balançou a cabeça negativamente.
- Mas são uns bundões mesmo, viu! Então Gasparzinho, é com nóis mesmo!
- E onde você sugere que seja a luta?
- Vamos lá no fundo do quintal da minha casa, tem bastante espaço lá. A não ser que você queira lutar na casa tia Alice, pra ficar mais perto quando você for pedir colo pra ela.
Ernesto semicerrou os olhos.
- Você é tão irritante.
- Eu serei a juíza! - gritou Helena, dando pequenos pulinhos de alegria.
- Não tem juiz pra nossa luta Helena, não tem nem regras pra seguir.
- Mas eu quero Ernesto, POR FAVOR!
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Meu Namorado Bilionário - VOLUME 2
General FictionJohnny e Alice, agora recém casados, vivenciam as alegrias e as dificuldades de se adaptar ao estilo de vida um do outro, vindos de condições sociais tão diferentes. Nesta nova etapa eles também enfrentarão - junto com seus amigos Wanda, Sezão, Die...
