O casamento se aproximava. Os próximos dias foram uma loucura. Eu estava me preparando tanto para a invasão quanto para o casamento.
Lua não tem irmãs e me convidou para ser madrinha. Que ironia. Conversei com Cole sobre falar com ela sobre a invasão e ele concordou, mas apenas um dia antes da data.
Estamos novamente no covil dos rebeldes. Desta vez, estou sozinha conversando com alguns dos jovens enquanto Cole está na sala de comando.
— Então, quem é você afinal? - uma garota de aproximadamente 12 anos me questiona.
— Sou uma aliada, é só isso que você precisa saber por enquanto. - respondo.
— Não, você tem alguma coisa. - desta vez, é Ashley que se dirige a mim.
— Talvez eu tenha, talvez não.
— Se eu fosse você tomaria cuidado com onde está se metendo. E principalmente, com quem. - ela diz em tom ameaçador, mas ao mesmo tempo me parece um aviso.
— Eu sei me cuidar, mas obrigada. - falo de forma assertiva, mas por dentro não tenho tanta certeza assim.
Assim que Cole chega para irmos embora, seguro o braço dele antes que o mesmo empurre o alçapão para sair.
— Cole, você está me escondendo alguma coisa?
Ele parece pensar por alguns instantes.
— Bom, eu sou um príncipe aliado a um grupo rebelde, meu pai matou minha mãe e a irmã gêmea dela tomou o lugar dela, vou tentar derrubar a monarquia antes de me casar. - ele conta os fatos nos dedos. — Acredito que seja só isso. Não há nada que você não saiba.
Assinto.
— E você? Me esconde algo? Na verdade, acho que nunca perguntei seus motivos. - ele complementa.
— Bom, eu acho a causa válida. Acho que o exército tem poder demais por aqui e isso atrapalha muito mais do que ajuda. A desigualdade social é enorme, talvez isso melhore com outra forma de governo.
— É, talvez melhore. A esperança é que sim, além disso, não gosto da forma como somos obrigados a seguir com o legado da família. Eu sou obrigado a ser rei, faria tudo pra poder passar essa responsabilidade para alguém mais capacitado e que queira.
— Você não se sente capacitado? - pergunto.
— Na verdade, não. Estudei minha vida toda, fui treinado. Claro que eu não pioraria as coisas, mas não acho que sou a pessoa certa pra causar o impacto e a mudança que o país precisa. Somos muito atrasados em muitos sentidos e eu não sei exatamente como mudar isso. - ele suspira e abre o alçapão.
Já passou do toque de recolher, precisaremos nos esconder. Há alguns carros militares passando pelas ruas. Eu e Cole corremos abaixados atrás de um muro, indo em direção a alguns arbustos.
A paisagem nessa parte da cidade é muito feia. Há vegetação, mas é abandonada, suja e perigosa.
Fazemos nosso caminho sem grandes problemas até o castelo.
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A Guerreira
FanficMesmo sendo uma garota, meu pai nunca me enxergou dessa forma. Assim, me vestiu de homem e me mandou para a guerra. Meu nome é Bronwyn, tenho 18 anos e fui obrigada a agir como uma selecionada.
