Capítulo oito

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Ao assistir a entrevista pela televisão, percebo que tive um grande foco. Principalmente nos momentos que sorrio. Talvez seja uma tentativa do rei para fazer com que a população goste de mim.
  Passaram - se dois dias e estamos no salão das mulheres.

  — Isso é ridículo, nem ao menos mostraram meu vestido. - uma das garotas resmunga.

— Algumas se destacaram mais do que outras... — a garota ruiva me olha com desdém.

  Ouvi um barulho estranho e assumo uma postura defensiva. Avisto vários guardas correndo do lado de fora.

— Para o abrigo, agora! - grito com autoridade e abro a porta, guiando as garotas.

  Elas ficam assustadas com minha autoridade repentina, mas decidem seguir. Entro em um cômodo que possui o abrigo mais próximo e coloco as participantes dentro do mesmo. Assim que a última garota entra, vejo alguém entrando no ambiente e fecho a porta do abrigo rapidamente.
  O rebelde desconhecido fechou a porta atrás de si. Ele usava uma máscara que cobria totalmente seu rosto e roupas escuras. O homem veio em minha direção e agarrou meu braço. Instintivamente torço seu braço e lhe dou um soco no rosto.
  O rapaz vira de costas para mim, uso a deixa para pegar a arma que uso presa na perna e apontar para o mesmo. Quando ele se vira, vejo que a máscara está quebrada.

— O que? - digo totalmente surpresa. — Por essa eu não esperava.

  O rapaz de era o príncipe Cole, que agora esfregava o hematoma em seu rosto.

— Acredite, estou tão surpreso quanto você. - ele diz de forma sarcástica.

— Só pode estar de brincadeira, você é um rebelde?

— É oquê parece, mocinha. Você até que tem um soco forte para uma donzela.

— A donzela aqui está com o controle da situação, melhor abaixar seu ego. - engatilho a arma para colocar medo nele.

— Sério? Está apontando uma arma carregada para mim? - ele parece indignado.

— É oquê parece, princeso. - rio. — O que seu papai vai pensar quando descobrir que o herdeiro dele é um rebelde? Espera, era você que eu vi outro dia saindo do castelo? - começo a ligar os pontos.

— Você deveria ser detetive. - ele zomba de mim. — Aliás, é melhor que você não diga nada sobre mim ou vou ser obrigado a contar sobre a arma que você carrega para cima e para baixo.

— Quem você acha que me deu? - rio novamente. — Estou aqui para proteger a sua família.

— Você também está infiltrada? Você acaba de se tornar incrivelmente mais sexy agora. Enfim, vamos fingir que isso nunca aconteceu. Posso contar com você?

— Claro que não! Você está traindo sua própria família, qual é o seu problema? O que eu ganho com isso?

— O que estiver ao meu alcance, minha cara donzela. - ele me satiriza mais uma vez.

— Emancipação do exército. Quero ter uma vida normal e preciso de um lugar pra ir depois que essa seleção nojenta acabar. - falo séria.

— Você é do exército? Você conseguiu ficar ainda mais sexy. - ele morde o canto do lábio e depois ri. — Por mim tudo bem.

— Fechado. - estendo a mão para ele apertar.

Ele aperta, em seguida, alguns rebeldes invadem a sala.

— Chega por hoje pessoal, não querem problemas com a mocinha aqui, não é? - ele dá um tapa leve nas minhas costas.

— Não abusa. - digo entre dentes enquanto aponto a arma para os rebeldes, que vão embora.

A GuerreiraOnde histórias criam vida. Descubra agora