Ao assistir a entrevista pela televisão, percebo que tive um grande foco. Principalmente nos momentos que sorrio. Talvez seja uma tentativa do rei para fazer com que a população goste de mim.
Passaram - se dois dias e estamos no salão das mulheres.
— Isso é ridículo, nem ao menos mostraram meu vestido. - uma das garotas resmunga.
— Algumas se destacaram mais do que outras... — a garota ruiva me olha com desdém.
Ouvi um barulho estranho e assumo uma postura defensiva. Avisto vários guardas correndo do lado de fora.
— Para o abrigo, agora! - grito com autoridade e abro a porta, guiando as garotas.
Elas ficam assustadas com minha autoridade repentina, mas decidem seguir. Entro em um cômodo que possui o abrigo mais próximo e coloco as participantes dentro do mesmo. Assim que a última garota entra, vejo alguém entrando no ambiente e fecho a porta do abrigo rapidamente.
O rebelde desconhecido fechou a porta atrás de si. Ele usava uma máscara que cobria totalmente seu rosto e roupas escuras. O homem veio em minha direção e agarrou meu braço. Instintivamente torço seu braço e lhe dou um soco no rosto.
O rapaz vira de costas para mim, uso a deixa para pegar a arma que uso presa na perna e apontar para o mesmo. Quando ele se vira, vejo que a máscara está quebrada.
— O que? - digo totalmente surpresa. — Por essa eu não esperava.
O rapaz de era o príncipe Cole, que agora esfregava o hematoma em seu rosto.
— Acredite, estou tão surpreso quanto você. - ele diz de forma sarcástica.
— Só pode estar de brincadeira, você é um rebelde?
— É oquê parece, mocinha. Você até que tem um soco forte para uma donzela.
— A donzela aqui está com o controle da situação, melhor abaixar seu ego. - engatilho a arma para colocar medo nele.
— Sério? Está apontando uma arma carregada para mim? - ele parece indignado.
— É oquê parece, princeso. - rio. — O que seu papai vai pensar quando descobrir que o herdeiro dele é um rebelde? Espera, era você que eu vi outro dia saindo do castelo? - começo a ligar os pontos.
— Você deveria ser detetive. - ele zomba de mim. — Aliás, é melhor que você não diga nada sobre mim ou vou ser obrigado a contar sobre a arma que você carrega para cima e para baixo.
— Quem você acha que me deu? - rio novamente. — Estou aqui para proteger a sua família.
— Você também está infiltrada? Você acaba de se tornar incrivelmente mais sexy agora. Enfim, vamos fingir que isso nunca aconteceu. Posso contar com você?
— Claro que não! Você está traindo sua própria família, qual é o seu problema? O que eu ganho com isso?
— O que estiver ao meu alcance, minha cara donzela. - ele me satiriza mais uma vez.
— Emancipação do exército. Quero ter uma vida normal e preciso de um lugar pra ir depois que essa seleção nojenta acabar. - falo séria.
— Você é do exército? Você conseguiu ficar ainda mais sexy. - ele morde o canto do lábio e depois ri. — Por mim tudo bem.
— Fechado. - estendo a mão para ele apertar.
Ele aperta, em seguida, alguns rebeldes invadem a sala.
— Chega por hoje pessoal, não querem problemas com a mocinha aqui, não é? - ele dá um tapa leve nas minhas costas.
— Não abusa. - digo entre dentes enquanto aponto a arma para os rebeldes, que vão embora.
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A Guerreira
FanfictionMesmo sendo uma garota, meu pai nunca me enxergou dessa forma. Assim, me vestiu de homem e me mandou para a guerra. Meu nome é Bronwyn, tenho 18 anos e fui obrigada a agir como uma selecionada.
