Capítulo dezenove

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A história me emocionou, mas não quis deixar transparecer. Cole estava frio como pedra. A atmosfera do lugar ficou pesada.

  — Então me desculpe se quero derrubar essa família nojenta e repleta de mentiras. - ele ri mais uma vez sem achar graça e bebe mais um copo de whisky. — Beba também. - ele me dá um pouco em um copo.

  — Eu não fazia ideia... - bebo um gole mas acabo achando o gosto horrível e o deixo encima da mesa.

  — Ninguém faz. Só três pessoas conhecem a verdade. - ele faz uma pausa. — Agora quatro.

  — Eu fui a primeira pessoa que você contou?

  — Sim, e provavelmente será a última. Já dividimos tantos segredos, acho que isso nos torna... Sei lá, amigos? - ele pega o copo que deixei na mesinha e vira em apenas um gole.

  — É, amigos... - respondo ainda sem reação pelo segredo que agora carrego comigo.

  — Se você quiser ir... - ele aponta para a porta com a cabeça.

  Entendo aquilo como um sinal de que ele queria ficar sozinho e me levanto, preparada para sair.

  — Só não deixe ninguém ver você saindo daqui. Nem sei por quê estou falando isso, você é boa em se infiltrar nos lugares sem que ninguém perceba. - novamente aquela risada sem graça.

  Com isso, saio da biblioteca discretamente.

A GuerreiraOnde histórias criam vida. Descubra agora