Capítulo dezesseis

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Ao descer as escadas, me deparo com o príncipe Sam segurando uma trouxa de pano junto ao corpo com uma expressão triste.

- Sam? O que foi? - me abaixo para ficar da altura dele.

Ele apenas nega com a cabeça em resposta, mas vejo lágrimas se formando no canto de seus olhos. Não consigo evitar e o puxo para um abraço.
Ele se assusta de início, mas retribui em seguida.

- Não quer mesmo me contar o que foi? - pergunto em um tom carinhoso.

- Papai disse que está na hora de me comportar como um príncipe. - ele diz secando as lágrimas.

- E por quê isso te incomoda tanto? - seguro seu rosto de forma quase materna.

- Ele disse que tenho que me livrar do Senhor Sirius. - outra lágrima se forma e eu a seco imediatamente.

- Quem é Senhor Sirius?

Nisso, Sam abre a trouxa de pano que segurava e de lá pula um pequeno coelho negro. Fico surpresa, porém, não consegui evitar de fazer carinho no animal.

- Eu não posso me livrar dele Bronwyn, ele é meu melhor amigo. - ele se desfaz de vez em lágrimas.

- Calma, vamos dar um jeito. - Coloco o coelho embaixo do braço e pego a mão de Sam, guiando-o para o topo das escadas. - Você tem alguma gaiola ou algo do tipo?

Ele pensa por um momento e assente.

- Pode pegar para mim? - pergunto a ele.

Ele assente novamente e vai correndo até seu quarto. Em questão de segundos ele volta com a gaiola em mãos e me entrega.

- Vamos fazer assim, ele fica aqui no meu quarto até darmos um jeito nessa situação. Você pode vir visitar ele sempre que quiser, ok? - acaricio seus cabelos deixando-os desalinhados.

Ele assente novamente e abraça minha cintura espontaneamente. Não consigo conter o sorriso. Coloco o coelho na gaiola e o deixo em meu quarto.

A GuerreiraOnde histórias criam vida. Descubra agora