Capítulo doze

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  A luta começou. Cole (ou Atlas) acertava socos nas costelas de seu oponente. Ele parecia mais fraco que o príncipe, então tentava se defender como podia.
  Por pouco o príncipe não saiu intacto. Após ter golpeado seu oponente algumas vezes o mesmo foi atingido por um soco na mandíbula que o fez cambalear pra trás, mas logo após se recuperar, deu uma sequência de socos no rosto do outro rapaz que fez seu nariz e boca sangrarem. Depois, ambos foram para o chão e Cole prendeu o rapaz em uma posição que era praticamente impossível ele sair. O juiz deu k.o técnico para evitar maiores complicações e Atlas saiu como vencedor.
  Fui recebê-lo na saída do ringue.

  — Ele parecia inexperiente. - disse a ele.

  — E era, primeira luta dele. - ele disse secando o rosto com uma toalha.

  — Mas isso não é injusto? - pergunto.

  — Tudo ou nada minha princesa. - ele ri.

  Após assistir a luta de alguns competidores, ouvi o "narrador" da luta chamar por "Valkyrie".

  — É você. - ele me olha com aquele olhar charmoso e sorriso de lado.

  — Valkyrie? Que nome é esse? - pergunto.

  — Seu nome a partir de agora. Chega de enrolar, vai logo lutar. - ele me empurra de leve para a arena.

  Tiro a jaqueta e a coloco na mesma cadeira que ele colocou a dele. Cole enrola as faixas em meus punhos e eu entro no ringue.
  A multidão ensurdecedora não permite com que eu ouça o nome da minha oponente, mas posso ouvir um "de casa" vindo do narrador.
  Eu disse a ele que era injusto. Não posso lutar com uma oponente que já está acostumada com esse mundo. Não que eu não esteja, mas no meu caso a situação é um pouco diferente.
  Olho para Cole, ele esfrega o polegar e o indicador simbolizando dinheiro e em seguida apontou para mim. Ele apostou em mim. Sei que se não ganhar essa luta, vou ser alvo de piadas pelo resto da minha estadia no castelo, então decido dar tudo de mim.
  A luta começa. Minha oponente acerta o primeiro golpe em meu estômago. Fico sem ar por mim momento, mas logo recupero e lhe dou uma joelhada na costela. A moça que aparenta ter cerca de 30 anos fica totalmente na ofensiva e bem para cima de mim mirando diretamente em meu rosto.
  Tento defender o máximo possível de seus golpes. Sei que revidar agora me deixará na desvantagem, então tento apenas defender e me esquivar. Como por aqui vale tudo, a moça me puxa pelos cabelos e me joga no chão. Fico extremamente irritada com sua atitude e inverto as posições, ficando por cima dela, que mesmo no chão consegue me acertar alguns golpes.
  Com muito esforço, prendo suas mãos com meus joelhos e começo a socar seu rosto repetidas vezes, até que a mesma consegue usar as pernas para me jogar para frente, me pegando totalmente de surpresa.
  Me levanto rapidamente meio tonta. Quando a mesma vem correndo em minha direção, rapidamente a agarro e deixo meus braços em torno de seu pescoço, enforcando-a. Ela me aperta algumas cotoveladas, mas começa a perder a força quando fica sem ar. O juiz apita indicando fim de jogo e levanta um de meus braços mostrando a multidão quem foi a vencedora.

A GuerreiraOnde histórias criam vida. Descubra agora