Capítulo quatro

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Ao fim do café da manhã, pudemos ir para nossos respectivos quartos. Aparentemente, o príncipe já mandou para casa cerca de dez garotas que eu nem cheguei a conhecer. É como dizem, a primeira impressão é a que fica.
Chegando em meu aposento, havia uma pequena caixa em cima da cama.
Era uma arma. Uma pistola. Com uma espécie de tira para que eu pudesse prende-la em minha coxa. Embaixo da arma havia um bilhete do rei.

"Precisei conversar com meu filho para que ele não mandasse a senhorita embora. Por enquanto, está tudo indo bem. Faça seu trabalho.

O rei."

Suspirei. Sentei na cama e prendi a arma na perna. Kate saiu de dentro do closet.

— Só você sabe da minha condição aqui? - Perguntei a ela.

— Eu, os guardas de confiança e o próprio rei, senhorita.

— Por favor, não me chame de senhorita. Também estou aqui a trabalho. - Me joguei para trás encostando a cabeça na cama. — Acredita que o rei me mandou uma carta para me dizer o quanto eu não atrai a atenção do príncipe?

— Acredito sim senho... Bronwyn. - Ela se corrigiu rapidamente. — O rei geralmente é bastante severo.

— Isso foi ofensivo até pra mim. - Enfiei um travesseiro no rosto.

— Não se preocupe com isso, creio que não tenha sido por maldade.

— Seja por maldade ou não, agora não preciso me preocupar em impressionar já que o rei vai me segurar aqui de uma forma ou de outra. Vou fazer o quê der vontade. - Tirei o travesseiro do rosto e me sentei. — Dentro de um certo limite, claro.

— Claro, Bronwyn. Apenas... Cuidado. - Ela se levantou. — Com licença. - Kate voltou para dentro do closet, me deixando sozinha.

∆∆∆∆

O restante do dia foi completamente tedioso. O príncipe tirou a garota mais bonita para ter um encontro com ele e depois disso os dois não foram mais vistos.
Nesse momento, estou no salão das mulheres sentada em um sofá sozinha esboçando um desenho em uma caderneta.

— Olá. - Uma garota de pele escura como a noite e cabelo cacheado sentou-se do meu lado. Era ela que acabara de ter um encontro com o príncipe.

— Olá... - Passeei os olhos pelo vestido dela a procura do broche. — Lua.

— O que está fazendo? - Ela perguntou com um sorriso simpático.

— Tentando desenhar. Sou péssima nisso. - Eu ri.

— Sério? Deixa eu ver.

— Quando estiver pronto você poderá ver. - Escondi a caderneta.

— Hmm... Tudo bem. Bronwyn, obrigada por estar sendo educada comigo, as outras estão me tratando com desdém.

— Não se preocupe com elas, ainda não aceitaram que a escolha é exclusivamente dele.

— Exatamente. - Ela riu. — Bom, vou para o meu quarto, até mais Bronwyn.

A GuerreiraOnde histórias criam vida. Descubra agora