Capítulo trinta e sete

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— Brownie? - disse Sam puxando a barra do meu vestido.

  — Oi? - me abaixo para ouvir.

  — Será que eu posso trazer o Sirius para o casamento? - ele diz baixinho, se referindo ao seu coelhinho.

  — Acho que seu irmão não iria se importar. - respondo e ele sorri, subindo as escadas correndo para buscar o animalzinho.

  O cenário já está montado. O casamento será na parte externa do castelo, no jardim. Está tudo incrivelmente bonito e organizado, decorado em branco, dourado e rosé.
  O vestido escolhido para as madrinhas combina com os arranjos. Foi perfeitamente pensado para o clima ensolarado, indo até um pouco acima dos joelhos com a saia rodada.
  A pouco visitei Lua em seu quarto, seu vestido era deslumbrante, coisa que não combinava em nada com o semblante desesperado da noiva. Brianna, sua madrinha, estava consolando a mesma. Se tudo der errado isso será uma tortura enorme pra elas.
  Faltava pouco para a cerimônia começar, os convidados já procuravam seus respectivos lugares. De longe, vi meu pai se sentando, mas não estava acompanhado de minha mãe. Por favor, que ele não esteja armado.
  Decidi procurar o noivo para checar como as coisas estavam e o encontro ajeitando a gravata em seu quarto.

  — A esse ponto, sua gravata realmente importa? - pergunto entrando no quarto.

  — Importa. O casamento ainda será filmado. - ele parece impaciente e nervoso.

  — Meu pai está aqui.

  — É, eu fiquei sabendo. - Cole olha pra mim. — Como se sente?

  — Péssima. Estou com um pressentimento terrível. Será que não podemos simplesmente ir embora agora? - respondo.

  — Você até pode, se quiser. Mas essa é a minha causa, eu trabalhei nela durante anos. Espero que isso dê sentido a minha vida, vingue minha mãe... - ele suspira. — Se não se sente bem, você pode ir. Eu invento uma desculpa.

  — Não, não vou deixar vocês. Mesmo não fazendo parte da causa eu estou envolvida, de alguma forma. - passo a mão no cabelo de forma impaciente, me esquecendo que estava com enfeites e presilhas. Acabo cortando a ponta do dedo.

  — Não se preocupe, vamos seguir com o plano e tudo dará certo. - ele tira a presilha da minha mão e coloca delicadamente de volta no meu cabelo. Além disso, tira o lenço de seu bolso e envolve meu dedo com ele.

  — Você sujou seu lenço com meu sangue. - olho pra ele com um olhar choroso.

  — Então acabamos de criar uma nova tradição de boa sorte. - ele brinca.

A GuerreiraOnde histórias criam vida. Descubra agora