Capítulo onze

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Cerca de duas horas depois.

  — Ótimo, chega de dançar. Agora vou te mostrar aquilo que eu tinha falado. - disse Cole.

  — O que você tinha falado? — digo parando de dançar.

  — Que ia te mostrar oquê me desestressa. - ele ri.

  — Tudo bem. Pra onde vamos?

  Ele não responde, apenas pega minha mão e me puxa para dentro do "celeiro", onde paramos de frente a uma porta.

  — Você esmurra a porta até ficar calmo? - pergunto rindo.

  — Não, eu esmurro oquê está atrás dela.

  Fico confusa. Ele tira uma chave do bolso e destranca a porta. Assim que entramos, ouço gritos intensos vindos do fim do corredor.

  — Mas oqu... - começo a dizer, mas sou cortada. Fico sem palavras quando vejo um ringue no centro de centenas de pessoas. — Lutas clandestinas? Você só pode estar de brincadeira.

  — Você não pode dizer que não sou surpreendente. - ele sorri olhando para mim e para o ringue.

  — Você não vai lutar, né?

  — Vou. Você também. Te inscrevi, sei que não aceitaria por livre e espontânea vontade, então já me antecipei. Além disso, você é incrível, até socou meu rosto. — Ele toca o local que ainda está um pouco roxo.

  — Não acredito que você fez isso. - olho para ele incrédula.

  — Oque? Apanhar? - ele me olha confuso.

  — Não, me inscrever sem me consultar. - cruzo os braços.

  — Ah, isso. Aliás, você ainda não me pediu desculpas por ter me batido.

  — E nem vou, você mereceu. - cruzo os braços e debocho dele.

  Antes que ele pudesse falar, o "narrador" da luta chamou o nome "Atlas". Rapidamente, Cole se despede de mim e vai até o ringue, onde tira a jaqueta e joga por cima de uma cadeira. Ele enrola uma faixa nas mãos. O público grita e seu oponente sobe ao seu encontro.

A GuerreiraOnde histórias criam vida. Descubra agora