Cerca de duas horas depois.
— Ótimo, chega de dançar. Agora vou te mostrar aquilo que eu tinha falado. - disse Cole.
— O que você tinha falado? — digo parando de dançar.
— Que ia te mostrar oquê me desestressa. - ele ri.
— Tudo bem. Pra onde vamos?
Ele não responde, apenas pega minha mão e me puxa para dentro do "celeiro", onde paramos de frente a uma porta.
— Você esmurra a porta até ficar calmo? - pergunto rindo.
— Não, eu esmurro oquê está atrás dela.
Fico confusa. Ele tira uma chave do bolso e destranca a porta. Assim que entramos, ouço gritos intensos vindos do fim do corredor.
— Mas oqu... - começo a dizer, mas sou cortada. Fico sem palavras quando vejo um ringue no centro de centenas de pessoas. — Lutas clandestinas? Você só pode estar de brincadeira.
— Você não pode dizer que não sou surpreendente. - ele sorri olhando para mim e para o ringue.
— Você não vai lutar, né?
— Vou. Você também. Te inscrevi, sei que não aceitaria por livre e espontânea vontade, então já me antecipei. Além disso, você é incrível, até socou meu rosto. — Ele toca o local que ainda está um pouco roxo.
— Não acredito que você fez isso. - olho para ele incrédula.
— Oque? Apanhar? - ele me olha confuso.
— Não, me inscrever sem me consultar. - cruzo os braços.
— Ah, isso. Aliás, você ainda não me pediu desculpas por ter me batido.
— E nem vou, você mereceu. - cruzo os braços e debocho dele.
Antes que ele pudesse falar, o "narrador" da luta chamou o nome "Atlas". Rapidamente, Cole se despede de mim e vai até o ringue, onde tira a jaqueta e joga por cima de uma cadeira. Ele enrola uma faixa nas mãos. O público grita e seu oponente sobe ao seu encontro.
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A Guerreira
FanfictionMesmo sendo uma garota, meu pai nunca me enxergou dessa forma. Assim, me vestiu de homem e me mandou para a guerra. Meu nome é Bronwyn, tenho 18 anos e fui obrigada a agir como uma selecionada.
