Capítulo sete

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Estamos posicionadas para a entrevista, eu sou a próxima. Estão nos avaliando individualmente. Ainda não sei quais são as perguntas, estou nervosa.

— Bronwyn? - Sou chamada pelo próprio segurança.

  A entrevista não é ao vivo, estou na sala sozinha com o entrevistador e as melhores partes da entrevista de cada uma será cortada e exibida em horário nobre na televisão.

— Se apresente, querida. - Ele sorri enquanto eu me sento.

— Meu nome é Bronwyn, tenho 18 anos e sou da casta dois. - Tento demonstrar carisma.

— Agora vamos as perguntas. Na sua opinião, oquê você acha que a família real deveria fazer para ajudar a comunidade carente?  - Ele lê em uma prancheta.

  Não posso dar minha real opinião sobre essas castas ridículas. Preciso inventar algo.

— Bom, acho que o principal foco deveria ser na educação. Também devemos focar nos programas e ações sociais. Exemplos de atitudes simples, mas que ajudariam muito seriam doações de comida, de roupas, principalmente no inverno e sistema de apadrinhamento que eu estive pensando ultimamente.

— Conte mais sobre seu sistema. - Ele sorriu.

— Bom, funcionaria da seguinte forma: Uma família de casta mais alta poderia apadrinhar uma outra família de casta mais baixa, contribuindo com alimentos e roupas. Não sairia caro para nenhum lado. Mas a ideia ainda não está desenvolvida, podem haver falhas. O projeto ainda está na incubadora. - Aponto para minha cabeça quando digo "incubadora".

— Ótimo... Agora, para aliviar essa pressão, qual sua cor favorita?

— Eu gosto de cinza. Além de ser a cor dos meus olhos, é também uma cor muito neutra. Nem preto, nem branco.

  Após continuar a entrevista com muito bom humor, alternando entre questões políticas e perguntas bobas, chega a vez da próxima selecionada. Ao fim, tiramos uma foto todas juntas com o príncipe ao centro.

A GuerreiraOnde histórias criam vida. Descubra agora