Capítulo três

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No dia seguinte, Kate me acordou cedo.
Seria o dia em que conheceríamos nosso querido pretendente.

— Bom dia. - Kate disse abrindo a janela.

— Bom dia... - Respondi sonolenta.

— Fiz esse vestido para você com a ajuda de outras criadas, espero que goste. - Ela me mostrou o vestido em um cabide.

O vestido era creme. Bem simples, mas muito bonito. Era longo, mas não era bufante. Sua sala descia delicadamente por todo o comprimento de minhas pernas e tinha um enorme decote nas costas, que as deixava totalmente a mostra. As mangas eram feitas apenas de renda e ele possuia um decote modesto na frente.

— Lindo. - Eu disse já vestida enquanto Kate ajeitava meus cabelos.

— Que bom que gostou, fiz pensando em você. Não a conheço muito bem a ponto de saber qual sua preferência, mas achei que combinaria. - Ela sorriu enquanto fazia uma trança lateral, deixando alguns fios soltos de uma forma muito natural. — Gostou dele assim?

— Adorei, estou linda. Muito obrigado Kate. - Alisei o vestido.

— Agora os sapatos... - Ela observou alguns que estavam enfileirados. — Esse está bom? - Ela apontou para uma sapatilha da mesma cor do vestido.

— Quanto menos salto melhor. - Ri e calcei as sapatilhas.

— Vamos, se não vamos acabar nos atrasando. - Ela entrelaçou o braço no meu e me acompanhou até a fila que nos esperava. — Um último detalhe, eu havia esquecido. - Ela colocou um broche de coloração azulada no meu peito. No broche havia meu nome escrito.

A fila de garotas, provavelmente servia para que o príncipe cumprimentasse cada uma de nós antes da porradaria começar.
E não demorou muito para que ele aparecesse. Cumprimentando uma a uma, beijando a mão de uma a uma. Quando chegou minha vez ele fez questão de me olhar de cima a baixo. Não vou negar que fiquei constrangida.

— Muito prazer, Bronwyn - Ele disse lendo o nome em meu broche e beijando minha mão.

— O prazer é meu, majestade. - Fiz uma reverência desajeitada.

O príncipe é bonito, isso eu não posso negar. Seus cabelos nem muito longos e nem muito curtos em um tom de castanho médio são irresistíveis, e o pior é que ele sabe.
Quando me dei conta, ele já havia passado para a próxima garota.
Ouvi passos apressados, olhei para a porta e vi uma criança correndo. Provavelmente o irmão mais novo do príncipe...

— Sam! - O príncipe exclamou interrompendo meus pensamentos. a — Eu pedi pra você não vir!

— Eu vim conhecer as moças, ué. - Ele deu de ombros como se não houvesse feito nada errado.

Sam, o príncipe que provavelmente nunca será rei, tinha aproximadamente seis ou sete anos de idade. Era muito parecido com o irmão, porém o cabelo dele era maior e mais loiro.

— Não incomode ninguém. - Príncipe Cole apenas ignorou e continuou falando com as moças.

— Oi. - Olhei para baixo. Ele estava lá. Sam. Falando comigo.

— Oi. - Sorri involuntariamente. Ele era muito fofo.

— Seu vestido me lembra algodão doce.

— Algodão doce? Por que? - Alisei o mesmo.

— Não sei dizer. Parece ser muito macio e lembra uma nuvem. - Ele me olhou, como se pedindo permissão para pegar no vestido.

— Você gosta de algodão doce? - Assenti, permitindo que ele pegasse no vestido.

— Não, acho que levaram muito a sério a palavra "doce" do nome. - Ele finalmente enfiou as mãos nele.

— Eu também não gosto muito, mas só comi umas duas vezes.

Nossa conversa foi interrompida. O príncipe convidava todas as selecionadas para tomar o café da manhã junto com o rei e a rainha.
Ao chegar na enorme sala com uma enorme mesa, tentei observar como os assentos estavam organizados.
Aparentemente, eles simplesmente não estavam organizados. Só os lugares da realeza estão demarcados.
Me sentei em um lugar aleatório e aguardei.

A GuerreiraOnde histórias criam vida. Descubra agora