A vida de Lorenzo Armani se entorta mais do que já estava quando sua então esposa, Antonella, sofre um acidente nas águas do 𝘎𝘳𝘢𝘯 𝘊𝘢𝘯𝘢𝘭 𝘥𝘦 𝘝𝘦𝘯𝘦𝘤𝘪𝘢, desenvolvendo o crânio-encefálico que a põe em coma.
Porém, Antonella não foi a úni...
Uma enfermeira sai do quarto onde Ava está e se direciona para mim.
- Ela já acordou e...disse que quer saber quem a mandou para esse hospital bem, foi o senhor então...Ela quer falar com o senhor....
~•~•~•~•
Aceno e ela sai do meu campo de visão caminhando por um corredor e logo a seguir passando por uma porta.
Levanto-me, decidido a falar com a mulher das águas' ou melhor Ava...
Seguro na maçaneta e faço o movimento de rotação a mesma que torna a porta aberta.
Dou um primeiro e segundo passo com os antónimos companheiros, me colocando dentro do quarto.
No terceiro passo percebo o tinido de soluços e o sonido de alguém que acaba de chorar.
No quarto passo o atrito do encontro da sola do meu sapato e do chão ecoa o quarto e já atinjo o pé da maca.
No quinto passo e com a visão previligiada, miro os olhos dessa linda mulher que estão avermelhados, concluindo o meu pensamento passado: ela estava chorando.
Forma-se um punho involuntário na destra de minha mão.
Os olhos dela contemplam os meus e reparo no seu semblante confuso.
Dava mais um passo de encontro a um metro dela quando escuto a voz de minha mãe.
"Lorenzo? Lorenzo!?....Ah ele entrou aqui?...Tabom, obrigada"
Os passos de saltos altos ecoam naquelas seis divisões e percebo a confusão na feição dela.
Viro-me e encontro minha mãe, que é puxada levemente por mim para fora do quarto.
- Oh filho! - abraçou-me forte.
Retribui seu enlace sincero.
- Como você está? Deve estar horrível, que pergunta a minha. Já comeu? Ehm? - apressou-se tanto que quase escorregou em suas própias palavras.
- Calma mãe. Estou bem, sim. Vamos...- digo impulsionando minha mãe para ficar longe do quarto onde Ava está.
Franzi o cenho.
- O que foi, Lorenzo Armani? Por quê você tentando me afastar daqui. O que tem ali? - diz se dirigindo ao quarto onde Ava está.
- Madre...[Mãe...]
Mal completei a frase e ela já se fazia dentro do quarto.
Voltei a entrar denovo.
Minha mãe olha para Ava e depois para as marcas dela no corpo, surpresa, fazendo ela abaixar a cabeça e começar a soluçar abafado, por tentar conter as lágrimas.
Minha mãe aproxima-se dela e limpa suas lágrimas.
- Não chora, querida. Me desculpa. Não foi minha intenção magoar-te. - diz e Ava acena cabisbaixa.
Minha mãe olha para minha carranca, percebendo o meu olhar de "vamos sair daqui" ela despedi-se de Ava e saímos do quarto.
- Quem é ela?
- Depois...
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