A vida de Lorenzo Armani se entorta mais do que já estava quando sua então esposa, Antonella, sofre um acidente nas águas do 𝘎𝘳𝘢𝘯 𝘊𝘢𝘯𝘢𝘭 𝘥𝘦 𝘝𝘦𝘯𝘦𝘤𝘪𝘢, desenvolvendo o crânio-encefálico que a põe em coma.
Porém, Antonella não foi a úni...
Estou agora apanhando sol na área de lazer da mansão e bebendo um cocktail com algum teor de álcool, mas nada demais. Pode parecer solitário, mas...não é como se não estivesse habituada.
A minha então mãe tem me ligado eu só ignoro. À essa dada altura ela já deve saber que estou divorciada e preparando a mão dela para me bater, só que é que nem pensar mais! Ela deve pensar que não moro mais aqui. Melhor assim.
Estou usando um maiô vermelho-alaranjado, que me fica bem à propósito.
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Derepente meu telefone toca.
Estranho. Eu não tenho amigos (verdadeiros)...e minha "mãe" está bloqueada.
Número desconhecido.
Atendo.
- Boa tarde, Antonella. Aqui fala...
Leeis.
Como poderia me esquecer? Da última vez ele foi....terrível comigo.
- Sim? - digo fingindo indiferença.
- Eu gostaria de saber se a gente podia se encontrar? Agora, se estiver disponível. Sabe, tem algo que não bate certo no que a gente disse.
De facto.
- Tabom mas, sua namorada não pode estar presente.
- Sim, ela não estará. Só eu e você.
Meu coração errou uma batida.
- A gente pode se encontrar na minha casa. Eu mando a localização.
- Seu marido não se importa?
- Eu não sou mais casada.
Houve uma pausa.
- Ahm. Sinto muito por isso.
- Não devia - digo curta.
- Okay.
Desligo.
Porra! - Suspiro.
Faço sinal para a empregada se aproximar.
- Sim senhorita?
- Faça o favor de pôr mais um prato na mesa. - solicito.
- É para já. Mas alguma coisa?
- Virá um homem chamado Leeis Rostein. Quando chegar, me avise.
- Sim senhorita.
E se vai.
Todos os empregados menos o jardineiro e a governanta foram mantidos.
A mesa é aqui fora mesmo.
Levanto-me da cadeira de tomar sol e me dirijo para dentro de casa.