#24

800 86 68
                                    

BOM DIA, BOA TARDE E BOA NOITE.

Sejam bem-vindos #badbuddylovers

__________________________________________________

A primeira semana de agenda foi tão cansativa que eles não conseguiam nem se ver, sim, foram mantidos em quartos e até hotéis diferentes. Era um tormento. Parecia um pesadelo.

Quando você se assume, você tem a tendência de achar que as pessoas irão te compreender, que quem você ama irá te apoiar. A ilusão do mundo utópico onde cada um pode viver sua vida. Nanon estava aprendendo agora que não era assim, havia recebido o décimo unfollow de um ator que ele contracenou em um filme, estava tentando não ligar muito para isso, mas sentia um pesar, eram histórias sendo descartadas sem necessidade.

O telefone tocou, e Nanon quis chorar, era sua mãe, mal teve tempo de sentar com ela e contar tudo, o que ele estava pensando ao fazer isso desse modo?

- Mãe. – Você tem essa sensação? De conseguir carregar o mundo todo nas costas, até falar com sua mãe, e desmoronar como um prego na areia? Assim que ele se sentia, e estava chorando antes mesmo de ouvir qualquer coisa.

- Minha criança.

A voz suave e doce parecia um carinho, eles falaram por quase uma hora, ela apenas quis conversar, não perguntou sobre nada, disse que falariam disso pessoalmente, mas parecia a mesma. Um ponto de fortaleza em meio à confusão que sua vida havia virado.

- É o Nanon?

Ouviu a voz de Nonnie de fundo, suspirou. Sua irmã era sua pessoa favorita no mundo, estava com medo de ouvir o que ela pensava sobre isso tudo, esse era o preço de não contar as coisas que sente antes que tudo vire uma bola de neve.

- Oi cara de boi.

- Oi! – Não sabia o que dizer, até que ouviu uma risada do outro lado.

- Ohm é um gostoso.

E ele simplesmente não aguentou, começou a gargalhar em meio a lágrimas, sua mãe e sua irmã estavam do seu lado, nada poderia derruba-lo agora. Mais alguns minutos depois, e a campainha tocou. Ele se despediu e foi conferir quem era.

Parecia que não se viam a anos, Ohm estava mais magro, e parecia com olheiras enormes debaixo da maquiagem.

- Está usando maquiagem?

- Sim, fui fazer fotos.

- De novo?

A pergunta morreu, Ohm o puxou pela cintura e o beijou, fome, desespero, saudades, desejo. Tudo estava naquele beijo, e um sabor de menta, vindo do chiclete que o mais velho mastigava. As mãos se apertaram, se reconheceram, eles estavam um embolado de braços e pernas, se jogando no sofá, esfregando-se um no outro em busca de mais contato.

- Como você está? – Ohm perguntou enquanto tirava a camisa de Nanon.

- Bem e você? – Sentiu a língua quente em seu mamilo e gemeu.

- Agora, ótimo.

Ele sempre fora gentil, mesmo que com muito tesão, mas hoje havia algo diferente nele, e Nanon não reclamaria, não quando a mão em volta de seu pau o pressionava com tanta ânsia, que ele sentia que poderia gozar em alguns segundos.

Foi preparado às pressas, sem muito tempo perdido, logo foi puxado pelas pernas, e Ohm o invadiu, sentiu a ardência, e a dor já comum, sentiu também o quão duro e pulsante o membro de Ohm estava.

Beijou e mordeu o peitoral que cheirava perfume de lavanda, não era a colônia que ele costumava usar, mas era ótima. Alcançou os mamilos escuros e mordeu, ouvindo Ohm gemer, e meter mais fundo, sem paciência para ser gentil.

LUZ, CÂMERA, PAIXÃO.Onde histórias criam vida. Descubra agora