Prólogo

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Gabriela

Oiê, meu nome é Gabriela, mas pode me chamar de Gabi, e não isso não é uma apresentação sobre mim, na verdade é só um jeito pra que eu e você ficarmos mais próximos. Bem, eu moro em São Paulo, em Moema, e trabalho na gloriosa avenida Paulista ou melhor eu ainda vou trabalhar lá, recentemente fiz um entrevista na segunda-feira passada e estou muito ansiosa para ser contratada, eu sinto que vou ser contratada até porquê primeiro: já trabalhei como babá; segundo: já fui faxineira; terceiro: já fui garçonete; quarto: já fui Uber,mas pedir demissão por causa do preço da gasolina que aumentou...
Enfim, tive muitos empregos, mas sempre fiquei pouco tempo, só na parte de ser babá que me dei bem até porque eu tenho uma bebê em casa, só que eu tinha que ficar muito tempo no trabalho e não poderia ficar com Gisele. No emprego de assistente pessoal não exige muito pelo o que pesquisei no Google, só não sei se na empresa em que enviei o meu currículo precisa de ensino fundamental completo, pois eu não tenho ensino fundamental completo e nem ensino médio também.

Deixa eu resumir, eu morava com meus pais, mas ele me "educava" me batendo com chinelo quando eu fazia coisa errada, pra mim isso é agressão física pois eu era pequena de mais pra saber do certo e do errado, eles são evangélicos, mas eu não quero ter religião, acredito em Deus, eu amo ele e isso já é o suficiente pra eu não precisar de religião, eu tenho uma fobia rara que é eclesiofobia, medo de igreja de qualquer igreja mesmo! Contei prós meus pais e eles não acreditaram em mim e até riram de mim e isso foi o suficiente pra eu querer fugir deles e dizer um foda-se pra eles tô nem aí! Não me importa se são meus pais ou não,mas quem ama realmente não faz o que eles fazem ainda mais por serem meus pais! Eu só tinha 16 anos quando decidir fugir de casa, eu tenho uma amiga que quando eu disse que fugir ela me recebeu em sua casa, ela já tinha 17 anos e os pais dela me receberam de braços abertos, mas eles tinham que informa meus pais caso se tivessem realmente preocupados comigo e poderíamos resolver tudo na base da conversa, só que não aconteceu, quando os pais de Anne,a minha amiga, ligaram para os meus pais, meus pais disseram "podem ficar com ela, ela não vai fazer a mínima falta" e nessa época eu tinha depressão, então podem ver que isso me fez desabar muito e até hoje eu tenho dependência em açúcar...

Os pais de Anne cuidaram de mim como se eu fosse a segunda filha deles, não dei trabalho sempre fiz questão de fazer grande parte das coisas de casa, também arranjei trabalho sedo para pagar um pouco das contas mesmo que eles diziam que não precisava, no restante da minha vida escolar foram péssimas já que eu sofria bullying por comer de mais, sempre fui de comer muito só que nunca engordei, mas mesmo assim sofri por comer, e isso me fez larga a escola e curti mais a vida fazendo o que sempre fiz, trabalhar e aproveitar a preguiça, mas não foi só o bullying que me fez desistir de estudar, eu também não sabia que faculdade fazer, já Anne quis fazer medicina o que me faz ter um imenso orgulho dela.

Mas recentemente eu resolvi passar pela antiga rua da minha casa, meus "pais" ainda moram nela, mas quando eu ia embora ouvi um choro de um criança no lixo e era a Gisele a minha irmã, como eu sabia? Simples, a criança estava no lixo deles, fui até o médico e ele disse que ela tinha de quatro a cinco meses e perguntei aos vizinhos que são amigos dos meus "pais" e eles confirmaram que a criança que segurei em meus braços eram deles, agora me diz como pais evangélicos fazem isso???? Não é culpa da religião e sim deles, são doentes e denunciei eles.

Os pais de Anne, Roberto e Gilda ficaram pasmos e me deram apoio, mas eu e Anne resolvemos sair de Morumbi e viemos morar em Moema sozinhas em um apartamento, enquanto Anne faz faculdade,curte a vida e trabalha como professora de pole dance enquanto não consegue seu tão sonhado emprego de medicina, eu tentei arranjar emprego e cuidar da minha irmãzinha ao mesmo tempo, aliás fui eu que dei esse nome nela Gislene, sempre gostei desse nome, mas a minha princesa é muito pequena e sempre que pego ela no colo a mesma fica querendo mamar nos meus seios, só que não tinha leite e isso me deixava muito triste por não poder amamenta-la, por isso passei a tomar remédios parar gerar leite e sim agora eu produzo leite e dou de mamar para minha irmã, isso é estranho só que eu não ligo muito, o importante é minha irmã está amamentada com leite natural e não a mamadeira tão cedo.

Eu considero os pais de Anne como meus pais, então eu chamo o Roberto de pai e a Gilda de mãe, meu pai Roberto queria pagar o apartamento pra mim e pra Anne só que como somos orgulhosas recusamos, vendemos os nossos carros pra compra o apartamento e fizemos bicos trabalhistas para compras os imóveis e hoje digamos que temos uma condição financeira boa, o que não vai durar por muito tempo já que só uma de nós está trabalhando, mas eu sei que isso vai mudar o mais breve possível.

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Oi minhas uvas (✿^‿^)

Vocês já sabiam dessa fobia de igreja?

Bom, quero dizer que eclesiofobia existe e eu tenho, por isso coloquei na história para vocês conhecerem já que não é uma fobia tão famosa e poucas pessoas sabem...

Vocês tem algum tipo de fobia?

Tentando Ser Uma Assistente PessoalOnde histórias criam vida. Descubra agora