Para frente e Para trás
Eu danço e danço
meus pés se movem sozinhos e assobios saem de meus lábios pálidos
Danço sozinha no escuro
Onde o nada procuro
Uma coroa caída sob meus pés
E uma corda em meu tornozelo
Dançar e dançar é o que eu faço
Sozinha em meu espaço
Nem mesmo as estrelas estavam presentes
( Ou talvez eu não as tenha visto esta noite, pois estavam escondidas)
Com o som que eu crio
meu vestido vermelho como meu sangue farfalha e rodopia
Como uma bailarina eu dançava
Como uma criança eu chorava
Ao longe eu vejo fadas agrupadas
conversando e rindo com o vento da noite
Elas não aceitariam estranhos
Ainda mais os loucos
Elas os abraçam para depois os condenar
Seus risos são como música
E suas frases são como lâminas
Eu já me envolvi com fadas
Elas me abraçaram e cantaram em meu ouvido
Me disseram que aceitavam minha estranheza e loucura
Para no fim me amaldiçoarem
E me condenarem
Me disseram que não era normal essa loucura
Deixaram-me presa neste vestido
vermelho
Dançando pela eternidade
A fim de alcançar a normalidade
( talvez assim como as fadas disseram, eu sou louca e estranha, pessoas assim não são bem vindas. Nem mesmo em um mundo corrompido como este)
