O céu era pintado do tom mais suave do vermelho e do mais puro alaranjado,
Fazendo que todos se embebedassem com a suavidade do por do sol.
A luz atravessava as árvores por frestas,
Iluminando suavemente duas silhuetas.
Dançando suavemente, como as penas que flutuavam ao céu,
A mas esguia segurava as mãos da outra e a girava pelo gramado.
Não tinha música
O único som presente era dos poucos pássaros que se acomodavam em seus ninhos, e o farfalhar das árvores
Não era preciso de musica ou instrumentos.
Apenas sintonia
A dança era suave e encantadora
sem pressa e sem platéia
os dois apenas queriam sentir.
Queriam se embebedar com o prazer da dança
Sua única testemunha era o sol que deixava o dia, pra noite triunfar com o brilho da lua e das estrelas.
O fim da dança era lembrada com um giro e risadas prenchendo o ar
Não era preciso palavras ou aplausos,
suas mãos se entrelaçavam como se aquela fosse a memória mais preciosa de um lar.
Não uma casa vazia
Mas um lar preenchido de memórias
Algo para recordar e amar
Algo que os fazia completos.
(Onde o medo e o vazio se foram
e um fragmento perdido voltava pra casa)
