Querido martírio

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Olá querido martírio
Que sempre me encontra no meu pico de delírio.

Que me dá boas vindas
Quando me deito,
Quando entro em meu leito
Quanto penso,
E quando não penso.

Seu abraço é um dos meus mais detestados
Afinal, é o único que me abraça todos os dias.

Enquanto eu morro por pensar,
Você invade meus pulmões sem pesar.

O sangue sobe
O peito incha
A garganta fecha,
Você me domina com seu jeito esnobe .

Mas quando o som invade a sala,
Você corre como um covarde sem fala.

Querido martírio, seu filho da puta miserável.

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