O cheiro frio de frutas vermelhas me embala para dormir como um cobertor.
E a leve brisa do vento corre solta pelo cômodo, como um espirito livre
Apenas respirações curtas e o farfalhar de cortinas é ouvido
e pequenos suspiros são sentidos
Eu gostava desse frio
Ele não era mal, com ele eu podia me embalar para dormir
Mas fazia lembrar o que eu lutava para esconder
Em noites como aquelas eu chorava
Lamentava e Lamuriava
Não tinha ouvintes, apenas a leve brisa correndo pelo meu rosto como um consolo
Pequenas e timidas lágrimas corriam pelo meu rosto, o deixando exposto
Fungados baixos eu escondia
E gritos e frases corriam pela minha mente naquele dia
Tão fundo como um veneno
Me invenenando a cada palavra que me lembrava de ouvir
Chorar era inútil
Mas eu era uma tola afinal.
Nesses tempos eu apagava
Nesses tempos eu odiava sonhar
Me sinto consolada por esse frio
Como se ele pudesse sentir o qual desolada eu fui
( Ainda ouço vividamente a sua voz em minha mente, me pego pensando se era isso que você queria que eu fosse)
