O jovem tritão ainda conseguia se lembrar daqueles que o ensinaram que mesmo no fundo do mar ele ainda podia ver o brilho das estrelas
Que puxaram sua mão quando o mesmo apodrecia
E que deram de si tão pouco mesmo não sabendo que entregavam estrelas para aquele céu norturno escuro e sem brilho algum
Que reconstruiram parte dele
E o mostraram que o mundo podia ser ainda mais colorido fora de uma tela
Com eles, o tritão pode aprender que as vezes nada é para sempre
mas que poderia conviver sempre com aquilo
A aquela que o ensinou a sonhar mesmo não sonhando e que o ensinou a tentar superar a dor em diversas situações e tentar não sentir o mundo e nem a si mesmo
A aquele que o ensinou que o mesmo poderia reescrever a história se quisesse
E aqueles que o entregaram a lua quando não conseguia nem mesmo alcançar estrelas
Nunca em sua vida riu tanto como naquelas noites
Nunca imaginou que podia ficar ansioso para simplesmente chegar em casa
foi rápido, mas ainda sim foi forte o raio de luz que passou pelos seus olhos
E com isso ele pode finalmente aprender que tinha garra e dente
Que poderia rasgar a história e poder reescreve-la com um simples pensamento
Não foi um período de ensinamento ou crescimento
Mas sim de sonhos e fortalecimento
De palavras não ditas, mas faladas com gestos
De poder alcançar o céu e tocar uma estrela
( Nossa história se tornou poeira, mas ainda almejo seu abraço e seu afeto mesmo em palavras, eu ainda lembro das noites estreladas onde eu pude ganhar a lua sem tocar as estrelas)
