As nuances do dourado se entrelaçam perfeitamente com o castanhado em seus olhos.
E ele surge sozinho junto a tempestade
de gostas tão translúcidas como espelhos.
Era isso
A chuva sempre esteve presente junto a ele, esfriando a sua pele.
A água que o céu chorava, eram as lagrimas que sempre estavam rente aos seus olhos e clamavam silenciosamente por um caminho, quando o corpo do mesmo, apenas queria um pouco de carinho.
Mas nunca conseguiam cair
e sempre que chuva surgia, elas poderiam enfim seguir seu caminho.
Deslizando pelo rosto pálido e sem expressão, caindo suavemente no chão junto a sua razão.
Era assim que ele sobrevivia no mundo
Quando a chuva começava a cair
ele já estava chovendo.
Se libertar e deixar as lágrimas que ele tanto prendia
era tão doloroso quanto uma ferida que se abria lentamente e dolorosamente.
Ele era feito de tempestade
Era feito da frieza que a chuva trazia e molhava seu corpo com serenidade.
O mesmo não era forte
pelo contrário, era tão fraco que precisava se esconder constantemente.
Ele suportava demais o que nunca precisou,
Se importava demais quando não devia,
E não chorava mais como um humano,
fazia de sua natureza algo profano.
