A maldição do bendito gostar

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assim com Ariel nado pelo fundo do mar apreciando-te
vivemos em lugares tão opostos
Vejo-te por canto de olho ou por imagens que não conseguiriam capturar sua essência

Tal como Ariel, observo-te ao longe
Nos falamos apenas uma vez naquele dia
Eramos tão tímidas que ao lembrar-me disso risadas me escapam

Vivemos em mundos diferentes
Eu no fundo do mar, sem relevância
E você na terra onde nem mesmo me daria um olhar

Esperei tanto por ti
Mas você nunca veio
Nunca por iniciativa deu as caras
Me deixou esperando-te a deriva do surto

O que sou pra ti?
Sou tão desnecessária assim?
O que transpareço a você?

Sou tão irrelevante para nem mesmo lembrar meu rosto?

São tantas perguntas nunca faladas que queria dizer

No final assim como Ariel nunca consegui o amor
Nunca consegui o gostar de uma única pessoa
E assim como Ariel virei espuma
Fui jogada no mar para ser esquecida

( Não que você se importaria ou lembrasse)

Talvez pra mim a maldição da bruxa foi não conhecer o amor tão jovem
Deveria agradecer?

( Ariel não conseguiu o amor a tempo do terceiro dia e virou uma espuma amaldiçoada pela bruxa do mar)

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