Em meio a brisa fria do anoitecer
As notas de um piano se faziam crescer.
Agudas como um grito
rapidas como se fossem ditas com aflito
A musica soava pelo ar , com um sentimento de pesar.
Era como se a música fosse um grito cheio de desespero
Era como se o piano estivesse chorando, enquanto suas notas estavam flutuando.
Aquele som choroso ecoava de um pequeno quarto.
Tão bagunçado quanto o interior de seu dono, que parecia transbordar em puro aflito.
O piano continuava a ser tocado com tamanha suavidade e elegância,
O mesmo não poderia ser dito a aparencia do dono.
Que parecia tão transtordado
Mas ao mesmo tempo aliviado.
Foi como se o peso de toda a insuficiência e decadência fossem tirados de si,
Como se ele voltasse a ser humano novamente.
Era como se toda aquela sombra
fosse derramada sobre o piano em sua frente.
Toda aquela aparência opaca e divergente foi tirada de si,
Ao fim da ultima nota
A mais aguda
A mais pesada.
A primeira lágrima caiu
A cicatriz mais feia se abriu.
