Corpo a beira mar
Cabeça a afundar
O olhar se esvaindo como estrelas que morrem,
Os finos lábios se abrem
Borboletas azuis surgem
Azuis como o céu,
Perfeitas como se fossem desenhadas com um pincel.
Borboletas escapam das profundezas do seu âmago,
Tão vivas quanto um dia seus olhos já foram e agora naufragam,
Amor e liberdade? Que piada.
Ela era odiada pelos falsos arcanjos,
Eles que lhe davam lampejos do futuro,
Que amavam florir espinhos em sua carne,
Tomada por vermes e vísceras sendo dilaceradas.
Suas lindas borboletas roiam as estrelas que moravam em seus olhos,
Que despontavam as aquarelas pintadas ali presentes.
E seus afiados espinhos puxavam sua carcaça para o mar.
