Acordei sentindo o sol tocar meu rosto. Remexi-me na cama, mas a claridade que estava naquele quarto havia me despertado de vez.
Espreguicei-me, jogando os cobertores para o lado e levantei-me, bocejando aquela gostosa preguiça matinal. Olhei para a janela aberta, visualizando o sol subindo no horizonte, deixando o céu mais azul e o quarto mais claro.
Remexi no meu nécessaire e peguei um pente enquanto observava Sasuke dormindo com as costas viradas para mim e uma de suas pernas para fora do cobertor. Era incrível como pequenas coisas do dia a dia nos deixava mais íntimos. Ainda mais esses dias que compartilhávamos o mesmo quarto, havia descoberto que ele fala enquanto dorme e pude ouvi algumas palavras proferidas por ele, como nome de comida, o meu nome e... o nome de seu irmão.
Nunca disse a ele sobre ter escutado ele pronunciar aquelas palavras, achei pessoal demais para atormentá-lo com aquilo.
Saí do quarto e entrei no banheiro coletivo – digo coletivo, pois só havia aquele banheiro na casa e todos ali usavam –, fiz minha higiene matinal e penteei meus cabelos que estava um ninho.
Quando voltei ao corredor, estava mais desperta e logo entrei na cozinha encontrando meu pai de pé na varanda com sua xícara de café em mãos. Estava debruçado no parapeito de madeira, observando o mar a vários metros de distância da casa.
- Bom dia, pai. – Cumprimentei, atraindo sua atenção para mim.
Não demorei para começar a preparar o meu café da manhã. Havia poucas coisas em cima da mesa, sinal claro de que Mikoto não havia passado por aquela cozinha.
- Bom dia, querida – e sorriu para mim, virando para minha frente. – Que milagre foi esse está acordada... – e olhou seu relógio de pulso – as sete e dez da manhã? – E me fitou com a sobrancelha arqueada. – Isso é um recorde.
Peguei um pãozinho e o abri com a faca.
- Vamos dizer que o senhor Sol é um bom despertador.
Papai riu baixinho, voltou a me dar as costas e fitar o mar, bebericando vez ou outra o seu café.
Terminei de preparar o meu café com leite e um pãozinho com queijo, me aproximei dele, ficando ao seu lado e visualizando o mar também. Era uma coisa linda de se ver logo cedo de manhã. O friozinho matinal que trazia aquele cheiro bom de maresia, me fazia querer ficar ali para sempre. Como amava a praia, ainda mais aquele no litoral.
E sim, estava muito feliz.
Depois de ter comido a metade do meu pão e bebericado um pouco do meu café com leite, quebrei aquele silêncio agradável:
- Cadê a Mikoto?
- Preferiu ficar mais alguns minutos na cama.
- Hm – e dei outra mordida no meu pão, a minha mente me levando a um outro lugar, o meu encontro com Sasuke.
Era o nosso primeiro encontro e eu estava um pouquinho nervosa. Ainda mais quando eu tinha aquele tipo de pensamento com meu pai ao meu lado, inocente do que se passava bem abaixo do seu nariz. E não precisou de dois segundos para me sentir uma traidora...
Não!
Balancei a cabeça para os lados, afastando aqueles pensamentos antes que tomasse conta de mim e eu acabasse fazendo algo estupido.
- O que foi Sakura?
Olhei para papai, sentindo meu coração bater um pouco mais rápido. Sorri amarelo e novamente balancei a cabeça para os lados.
- Não é nada – gesticulei com a mão que segurava o pedaço final de pão, claramente nervosa.
- E aí, está gostando da viagem?
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Garoto Errado
FanfictionO que poderia ser certo ou errado para uma garota? Para Sakura Haruno, a coisa certa era tomar coragem e se declarar para o capitão do time de basquete, o qual ela morre de amores desde que entrou no ensino médio. E com o apoio de suas amigas fiéis...
