Aquele ditado que se diz; tudo que é bom dura pouco, eu aplicava ao fim daquelas maravilhosas férias de verão enquanto atravessava os portões do colégio para mais outro trimestre que começava. Posso dizer que muitas coisas haviam mudado nesses dois meses e me sentia diferente agora. Diferente da Sakura de antes que nutria um amor platônico pelo capitão do time de basquete. Agora os meus sentimentos eram diferentes. Tudo era diferente e Sasuke era o principal feitor disso tudo.
Eu estava amando aquele garoto. A cada dia que se passava, eu o amava mais e estava pouco difícil de esconder isso. Eu tinha que fingir que Sasuke não era nada mais do que o meu "meio irmão", palavras essas que me dava náuseas toda vez quando era pronunciado. Eu tinha que fingir que sua presença não afetava, seus olhares não faziam meu coração acelerar, e seu sorriso não me deixava abobada. E apesar de estar fingindo e mentindo para todos, em casa até que estava me saindo bem, mas a escola... isso era outro assunto. E o principal componente disse tudo era Ino.
Nós duas éramos amigas desde o jardim de infância, sempre compartilhei as coisas com ela, assim como ela havia sempre compartilhado as suas comigo. A Hinata eu havia conhecido bem depois quando estava no ginásio, e apesar de confiar nela também, a Ino era diferente.
E agora estava sentada a sua frente na mesa do refeitório na hora do intervalo - enquanto ela marcava não sei o que numa revista de banca, que desconfiava que era uma das Capricho da Hinata -, eu não tive certeza se contaria a verdade para ela ou não.
Ino sempre deixou claro desde o começo o que pensa do Sasuke. Ela tinha medo dele, acreditava fielmente nos boatos que rolavam ao seu respeito. Bom, eu não podia julgá-la, pois antigamente eu também acreditava e criei mil e uma teorias de assassinato que ele podia praticar comigo enquanto dividíamos o mesmo tempo. Era até engraçado olhar lá atrás e ver o quanto eu era idiota em pensar aquelas coisas, pois pelo que conhecia de Sasuke, ele não faria mal a uma mosca, o que me fazia repensar aonde diabos surgiu aquele bendito boato. Mas uma coisa eu sabia, quando se sentisse mais confiante, ele me contaria a verdadeira história, disso eu tinha certeza.
E com todas essas linhas de pensamentos e voltando para o assunto Ino novamente, eu acabei por tomar a decisão de que me manteria calada por enquanto. E com essa decisão eu teria que agir com mais cautela, pois Ino tinha um faro para detectar mentiras, e eu não era tão boa assim de esconder as coisas dela. Contaria na hora certa quando tivesse cem por cento de certeza daquela conversa não vazar.
- Cadê a Hinata, Ino? – Perguntei, enquanto abria a embalagem do meu sanduíche de atum.
- Não faço a mínima ideia – e finalmente ela ergueu seus olhos para mim desde que me sentei naquela mesa. – Tivemos aula de história juntas mais cedo, mas agora... – balançou a cabeça para os lados. – Já era para estar aqui.
Pisquei meus olhos e a fitei.
- Ela está bem?
- Que eu saiba sim. Por quê?
- Por que não nos falamos as férias inteira.
Aquilo estava bem esquisito, pois nunca fiquei tanto tempo sem contato com a Hinata, assim como a Ino.
- Ah, ela estava de féria com a família na praia. – Ino deu de ombros e voltou a olhar a revista como se fosse mais interessante. – Disse que lá o sinal era ruim.
- Ela não disse nada para mim que iria para a praia – murmurei comigo mesmo.
Ino me fitou novamente.
- Para mim muito menos. Só soube que ela havia viajado hoje. E das vezes que falei com ela pelo telefone, a safada não disse nada.
- Hm.
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Garoto Errado
FanfictionO que poderia ser certo ou errado para uma garota? Para Sakura Haruno, a coisa certa era tomar coragem e se declarar para o capitão do time de basquete, o qual ela morre de amores desde que entrou no ensino médio. E com o apoio de suas amigas fiéis...
