Pete queria dormir? com certeza. Podia? ele não sabia, honestamente ele só estava esperando por alguma ordem e enquanto isso organizava o quarto que ele ficaria pelas 2 semanas deixando o espaço necessário para que Porsche possa se organizar também quando vier.
— Júlia ficas aqui. — Falou colocando em cima da bancada logo a acariciando de leve. — Júlia, desculpa tares metida num local assim. — Pete sussurrou enquanto falava com sua querida planta. Parece até certo ponto"louco" Pete falar com uma planta, mas o fato é que foi dada por seu pai antes de falecer, apesar do certo sofrimento que o homem deu a Pete, era seu pai na mesma e ele não conseguia o odiar..mas tinha o seu rancor ainda presente.
Pete então se afastou da planta e foi até o banheiro lavar seu rosto cansado, não fisicamente, mas psicológicamente, nunca foi tão cansativo ter uma conversa pequena com Arm como essa.
—Arm..você me mentiu, não importa oque você diga ou faça. — Sussurrou pete encarando o espelho logo passando seu dedo por seus lábios avermelhados subtilmente. — Vegas.. — Pete sussurrou ao se lembrar do gosto dos lábios alheios, ele odiava admitir que Vegas era sim atraente e tinha uma experiêcia absurda. — Também é puta. — Pete resmungou.
Pete nunca teve muitos relacionamentos para ser honesto, sempre acabava por ser humilhado por todos os caras que ele ficou, sem contar as vezes que foi traído, essa experiência com Vegas ao mesmo tempo que era misturada com desejo e suspense, tinha o medo e receio como recheio, isso assustava Pete, principalmete quando ele está se envolvendo com o príncipe que era literalmente envolvido com máfia no fim das contas.
Ele não estava arrependido de ter aceitado o cargo, pelo contrário! é uma honra, se fosse para morrer ali, ele nem ligava, ele literalmente não tinha mais nada além de si e sua planta, tinha Arm, mas para o perdoar pode demorar dias, semanas ou até meses, não digo anos, mas pelo menos ficará nisso. Familiares? tinha sua avó em coma por meses e o quanto já disseram a Pete que o melhor era desligar as máquinas mas nunca o aceitou pois acabaria por ter um esgotamento a esse ponto. Pete apenas queria sorrir e fingir que nada o afetava afinal, não é errado demonstrar os sentimentos assim tão abertamente? era oque Pete pensava, ele só sorria e se chorava em frente de alguém era porque a pessoa o apanhou desprevenido ou porque ele cansou de deixar aquilo o corroer.
E Vegas o viu chorar.
Ele não demonstrou querer saber, oque deixou Pete aliviado afinal porque teria ele que dar explicações a alguém que o está "usando" apenas como escudo e brinquedo sexual, mas Pete queria desviar esse tipo de pensamento da cabeça, ele está servindo Vegas, fazer oque ele quer é seu dever custe oque custar.
— Mhm, onde fica isso?.. — Pete falava já fora do "seu" quarto, ele procurava água, ele estava repleto de sede.
— Oque está procurando? — Pete acaba se assustado e vê um garoto com um doce sorriso o encarando. — desculpa te assustar! eu sou Pol, um dos bodyguards encarregado de cuidar do Sr.Khun! — sorriu alargamente e Pete deu um pequeno sorriso.
— Ah..tenho sede. — Falou simplório e o garoto acentiu.
— Você está indo pelo caminho certo então! — riu. — Venha comigo. — sugeriu com simpatia e Pete assim o fez, não demorando em pegar um copo e então na jarra com água despejando-a. — Eu também vim ter com você porque Sr.Kinn quer falar com você.
— Comigo? — Pete arqueou a sobrancelha demonstrando confusão logo dando um último gole na água. — Porque?
— Desculpe mas esse tipo de informação eu não tenho conhecimento sobre, só mesmo indo lá..siga-me, ele está na sua sala.
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A mordida real - VegasPete.
Fiction généraleVegas Theerapanyakul, da família real, um príncipe bem conhecido mundialmente, não só por sua beleza fenomenal mas principalmente por seu rosto misterioso, já Pete um novo bodyguard contratado para cuidar de Vegas, a partir do momento que uns 20 des...
