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— Que porra! — Korn resmunga, sangue em sua mão depois de tocar em seu braço. — Que porra Vegas? — Ele questiona e eu sorriu deslizando minha língua por meus dentes me deliciando de tal visão.
— Nunca pensei que seria tão delicioso te ver sangrando. — Eu suspiro. — Isso foi só um aviso. — Eu pisco e ele treme com dores.
A porta se abre e eu olho por cima de meu ombro com desdém. Kinn arregala os olhos com tal visão.
— Pai! — Ele grita correndo para Korn e eu reviro meus olhos colocando minhas mãos dentro de meus bolsos após guardar minha arma. — Vegas que porra você tá pensando?! — Kinn grita em minha direção.
— Primo, vamos relaxar um pouco. — Eu me aproximo e Kinn não demora dois segundos para apontar a arma em minha direção.
Eu encaro seus olhos vermelhos e intensos para a minha direção e eu resmungo baixo enquanto lentamente eu inclino para a frente. Minha teste toca na ponta da arma e eu sorriu.
— Atire. — Eu suspiro. — Atire essa porra e eu voltarei do inferno para arrancar todos seus membros, primo. — Com isso eu dou um chute na arma que meu primo segurava.
— Vegas, oque aconteceu com você? — Kinn questiona, seu tom frio mas ainda com esperanças que oque está acontecendo seja fruto da sua imaginação.
— Eu sempre fui assim primo. — Eu declaro me virando.
— Você não era assim! — Eu ranjo meus dentes ao me virar agarrando a gola da camisa que o maior usa, eu me inclino tentando ficar em sua altura.
— Eu sempre fui assim, você está acostumado comigo sendo um bobo apaixonado que fazia de tudo para ter a aprovação da pessoa que eu amava. Mas isso acabou, Kinn. A pessoa deixou claro e eu não vou me permitir me sentir inseguro e insuficiente, vou fazer oque devia ter feito desde sempre. — Eu declaro. — Eu estou de volta. — Eu sorriu antes de empurrar meu primo e me retirar daquela sala sem arrependimentos.
💙
Eu sorriu uma vez, depois outra e novamente.
— Eu sou lindo. Eu sou maravilhoso. — Eu falo para mim mesmo com um sorriso fraco. Mas uma lágrima desce por minhas bochechas. — Que ódio.
Eu suspiro saindo do banheiro ainda tremendo, o medo de não conseguir me controlar e de precisar me saciar de alguma maneira ou de outra e isso era algo que pessoalmente eu preferia evitar fazer. Mas eu ainda não me acostumei a esses instintos vampíricos.
— Você está brincando. — Eu escuto Porsche dizendo por trás do corredor em que me encontro, eu ergo minha sobrancelha tentando entender oque está acontecendo. — Kinn calma. — Ele diz. — Caralho se acalma porra, eu não consigo pensar com você reclamando em cada 2 segundos seus porra. — Porsche diz agora com menos paciência.
Algo está acontecendo e não é nada bom. Eu suspiro finalmente andando para perguntar pessoalmente a Porsche oque está acontecendo.
— Vegas está entrando num poço sem fim. — Essa frase me faz pausar. Vegas? — Eu estou ficando sem conselhos ou ideias. — Ele diz esfregando a mão em seu rosto. — Certo. Te vejo.
Ele desliga a ligação e isso faz meu corpo tremer. Oque está acontecendo exatamente? Oque é que ninguém está me contando.
— Porsche. — Eu me aproximo do mesmo que dá um leve pulo, surpresa encaixando em seu rosto quando confere que não está ficando louco.
— Meu deus. — Ele diz. — Eu não tou louco.
— Isso aí.
— Meu deus! — Eu tou louco! — Porsche fala em choque e corre em minha direção agarrando minhas bochechas. — Pete, meu filho querido!
— Filho? — Eu ergo minha sobrancelha. — Ei, você estava falando com Kinn não estava?
Ele olha para trás, depois para mim e novamente para trás com cara de santo.
— Quem? Eu? — Ele questiona.
— Não. — Eu sorriu. — Eu quer ver. Claro que é você caralho. — Eu cruzo meus braços e ele fica quieto por um segundo antes de rir.
— Eu?
Eu apenas encaro ele por longos segundos e o sorriso dele lentamente se desmancha, cansado de me enganar.
— Sim. — Ele finalmente responde. — Você por acaso estava bisbilhotando? — seu tom agora é mais severo e eu suspiro.
— Achava que isso era algo natural de nossa amizade, ser fofoqueiro, ou só porque eu sou.. — Um vampiro.
— Mm.. — Porsche olha para mim como se estivesse com pena e eu pessoalmente preferia olhares assim.
— Só porque eu sou um vampiro as nossas regras de amizade foram alteradas. — Eu termino mas mesmo corpo quase me castiga e sinto uma grande vontade de vomitar o sangue que engoli da rainha mais cedo.
— Claro que não Pete. — Porsche dá um sorriso fraco e acaricia meu ombro antes de negar com a cabeça. — As coisas no palácio complicaram e por mais que eu queira contar com todos os detalhes oque está acontecendo, eu tenho ordens severas para me manter em silencio.
— Então é algo sobre mim? — Eu questiono e Porsche esfrega a mão em seu rosto.
— Mais ou menos, é algo que o palácio pretende manter em silêncio por agora. — Porsche suspira.
— Silêncio do que?
A voz rouca ecoa nos meus ouvidos e eu olho para Porsche para garantir que eu não estou ficando louco, mas eu definitivamente não estou, pois Porsche ficou pálido pela mesma coisa que eu.
Eu lentamente me viro para trás, meu corpo estremece e meus olhos analisam as vestimentas pretas do menor.
— Vegas. — Eu digo.
— Vossa Alteza. — Ele corrige e eu arregalo os olhos. Oque exatamente acabou de acontecer. Eu olho para Porsche que engole em seco encarando o chão. — Porque parece tão surpreso?
Seu tom é sombrio, não existe a mesma ternura que existia entre nós e eu estremeço.
— Me deixe advinhar, Porsche. — Ele sorri. — Kinn já ligou para você chorando que eu dei um tiro em Korn?
Eu arregalo os olhos, meu corpo treme quando lentamente olho de volta para ele que tem um sorriso ladino.
— Você fez oque? — Eu questiono e Vegas olha para mim novamente com desdém.
— Não vou repetir. — Eu engulo as lágrimas que estão querendo sair. — Inclusive, oque estão fazendo quietos.
Vegas já não é o mesmo Vegas. Oque aconteceu.
Afinal a culpa é realmente minha?
Oque eu errei?
Eu só precisava de mais tempo..
Eu tenho direito a isso..
ou não?
— Trabalhem, idiotas. — Meu coração quebra quando ele passa por nós e eu cerro meus punhos correndo atrás dele, Porsche tenta me puxar para trás, mas eu estou incrivelmente mais forte que meu amigo.
— Vegas! — Eu grito e ele olha por cima do ombro para mim. — Independente oque esteja fazendo, pode parar! — Eu resmungo e ele suspira.
— E quem é você para decidir oque eu devo ou não fazer? — Ele questiona olhando para o relógio da parede.
— Eu sou Pete. Aquele que você transformou em uma porra de um vampiro. — Eu falo num tom irritado e tudo parece ficar em silêncio, infelizmente um silêncio não muito confortável.
Vegas lentamente se vira e mesmo que o mesmo seja menor que eu, ele agora parece muito maior que eu. Seus olhos são vermelhos, seu rosto está irritado e quando menos percebo ele está agarrando meu pescoço.
— Seu problema principal é esse Pete?! — Vegas grita e aperta meu pescoço me fazendo engolir em seco com dificuldade. — Se esse é seu problema, eu posso matar você agora mesmo.
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A mordida real - VegasPete.
General FictionVegas Theerapanyakul, da família real, um príncipe bem conhecido mundialmente, não só por sua beleza fenomenal mas principalmente por seu rosto misterioso, já Pete um novo bodyguard contratado para cuidar de Vegas, a partir do momento que uns 20 des...
