— mil e um..mil e dois.. — Batia a ponta do pé no chão diversas vezes com o meu nervosismo. — Uma semana é pouco caralho.. — Agarrei meus fios de cabelo me levantando com brutalidade da cadeira, entrando na enfermaria.
— Vegas? — Pete sorriu, o oposto de Porsche ao seu lado que me encarava com desdém, suspirei e me aproximei.
— Ah...oi Pete.. — Eu suspirei.
— Você está estranho..está bem? — Ele encarou o arredor parecendo procurar por algo.
— Precisa de alguma coisa Pete? — Porsche perguntou com preocupação.
— Água..tou com sede. — Eu e Porsche nos encaramos em silêncio mas eu aproximei-me do jarro da água despejando num copo.
— Ele tá ficando constantemente com sede, pense em fazer alguma coisa. — Porsche sussurrou para mim, ao se aproximar da bancada onde me encontrava.
— Eu..me dê tempo.. — Suspirei.
— Tempo?..quer apanhar aqui na frente do Pete?
— Porsche. — Eu o encarei com ódio. — Não me irrite, não se esqueça que quem manda aqui sou eu. — rangi os dentes voltando para perto de Pete com um pequeno sorriso entregando o copo.
— Que clima pesado entre vocês..vocês estão bem? — Pete questionou pegando o copo sorrindo para mim antes de dar um gole na bebida transparente.
Só de pensar que esse sorriso se transformará em um rosto enfurecido para mim..
— Senti sua falta.. — Admiti para ele que quase se engasgou na água, eu dei uma pequena risada, acariciando seu rosto subtilmente.
— Esse tempo para você deve ter sido tão longo..mas eu também senti sua falta..esta situação toda com.. — Eu pousei meu indicador sobre seus lábios macios.
Porra como eu amo esses lábios..
— Não falemos sobre isso por favor gatinho.. — sussurrei, antes de dar um pequeno selinho em seus lábios.
— Tá traindo seu marido.. — ele sussurrou entre meus lábios.
— Que se foda.. — respondi agarrando seu rosto agora com mais firmeza, beijando seus lábios, com um desejo descomunal, mas não passaria a nada mais que um beijo, essa é minha representação de saudade. Mas um tossir interrompeu nosso momento.
— Porra eu tou aqui! — Porsche suspirou revirando os olhos enquanto me encarava com ódio, novamente.
— Ah desculpa.. — Pete riu encarando meus lábios e então eu suspirei.
— Pete! — Os dois olharam para meus olhos na maior velocidade. — Eu preciso te contar algo..
— Vegas.. — Porsche arregalou os olhos. — É melhor não agora.. ele tá se recuperando..
— Cale a boca..se é pra me odiar..prefiro que me odeie logo do que ficar adiando isso para todo sempre..
— Do que você está falando.. — Pete nos encarou preocupado. — Oque vocês sabem que eu não sei..
— Pete..me desculpa..mas você..
BOOM.
O chão tremeu fazendo com que eu e Porsche cambaleássemos com brusquidão.
— Oque é isso?! — Pete perguntou.
— Porra.. — Porsche cobriu os ouvidos.
— Porsche, chame mais pessoal! E aproveite e traga uma enorme quantidade de guardas para proteger a porta de Pete! — Gritei vendo o mesmo assentir e correr para fora do cômodo, a cara de Pete em pânico.
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A mordida real - VegasPete.
Ficción GeneralVegas Theerapanyakul, da família real, um príncipe bem conhecido mundialmente, não só por sua beleza fenomenal mas principalmente por seu rosto misterioso, já Pete um novo bodyguard contratado para cuidar de Vegas, a partir do momento que uns 20 des...
