— Você realmente deve achar que tem muita graça né, Tay? — Vegas sussurrou encarando os olhos do mesmo que tinham um ar brincalhão.
— Graça? Eu sei que tenho Vegas..mas esse assunto..se você considera a ideia de Pete te odiar engraçada..então sim, tenho muita graça querido.. — Ele riu bagunçando seu próprio cabelo e Pete se manteve em silêncio com medo de se aproximar muito mais da gente.
— Como assim? Eu odiar o Vegas? Porque motivo exatamente eu odiaria ele? — Pete cerrou seus punhos, medo percorrendo por seus vasos sanguíneos lentamente, ele se sentia tonto, tem algum segredo acontecendo nesse palácio? Porsche parecia estranho com ele, Vegas parecia estranho com ele. Oque todos estavam escondendo.
— Oh Pete Pete.. — Tay cantarolava enquanto se espreguiçava com um sorriso travesso.
— Cale a sua boca. — Vegas rosnou para Tay que riu levantando seus braços.
— Por hoje me calo Vegas..meu trabalho aqui já foi concluido mesmo.. — Tay sorriu encarando Pete de cima a baixo. — Hasta la vista cariño! — Ele ri e se retira lentamente, Vegas seguindo todos os passos do garoto até dentro do palácio com seus olhos. Ao mesmo tempo que sentia os olhos escuros de Pete direcionados para sim com tanta intensidade.
— Oque ele quis dizer com isso Vegas? Vai me dizer alguma coisa? Ou vai continuar a ser um idiota a esconder coisas de mim? — Pete sussurrou cruzando seus braços e eu tremi, mas tremi tanto.
— Pete não é tão fácil quanto você pensa. — Vegas cruzou seus braços sobre seu peitoral e Pete observou atentamente todos os movimentos do menor.
— Porque você está tão diferente.. — Pete sussurrou recebendo a atenção de Vegas em seus olhos tristonhos e Vegas engoliu em seco. — Você parece tão sombrio. — Ele se aproximou. — tão triste..tão magoado com algo. — Ele parou centímetros frente a mim e Vegas evitou seu olhar.
— Eu. — Vegas iniciou mas seu corpo parou, sua boca não transmitia nenhum som e então ele agarrou seus fios de cabelo com tanta frustração e Pete o observava em silêncio mas com tanta preocupação. — Eu não consigo! Me dê tempo! Porra. — Vegas se exaltou e Pete deu um leve pulo para trás com tão súbita reação do garoto.
— Vegas.. — Pete tentou segurar o rosto de Vegas mas ele se virou antes que o conseguisse. Silêncio. O som da corrente de ar. O céu escuro pronto pra chover. O som das gaivotas passando a gritar como o interior de Vegas e os passos do mesmo ao se afastar de Pete. Ele não queria falar com ele. Não agora. Ele tinha uma semana afinal. Não haveria problema.
Certo?
{~🖤~}
— E então eu falei com Kinn sobre isso e penso que agora ele esteja a controlar melhor as coisas. — O rei meu pai falava com minha mãe sobre meu primo, meus olhos olhavam para o prato de comida em minha frente, meus talheres brincando com a rica carne.
— Pare de olhar para mim..você está me irritante. — sussurrei para Tay ao meu lado que me encarava com uns olhos brincalhões.
— Vejo que ainda não contou para Pete~ — Ele cantarolou novamente cortando um pedaço da carne colocando lentamente dentro da sua boca e a vontade que eu tinha de agarrar esse garfo e o fazer sufocar nele.
— Não se meta onde não é chamado idiota. — Sussurrei cruzando meus braços.
— Literalmente eu fui chamado..afinal fui eu que matei Pete.. — Ele sussurrou e os meu sangue ferveu fazendo com que eu socasse a mesa, meus olhos queimando o corpo de Tay que riu.
— Vegas. — Minha mãe me chamou preocupada e eu suspirei me levantando tirando o pano do meu colo jogando na mesa me retirando da sala de jantar com um enorme ódio.
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A mordida real - VegasPete.
Narrativa generaleVegas Theerapanyakul, da família real, um príncipe bem conhecido mundialmente, não só por sua beleza fenomenal mas principalmente por seu rosto misterioso, já Pete um novo bodyguard contratado para cuidar de Vegas, a partir do momento que uns 20 des...
