A mordida real 2°T - Chapter 56

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🖤

— Vegas! — Porsche grita e eu resmungo com o tom irritante que o mesmo utiliza comigo. — Pare com isso.

— Oh, me obrigue. — eu fito os olhos de Pete, eu consigo ver, a dor, a desilusão. Oh a culpa é toda sua.  — Tsc, não me olhe assim, está me irritando.

— Oque você disse?.. — Pete finalmente diz e eu mantenho meus olhos nos do mesmo e eu escuto um pequeno soluço. — Vegas, oque você..

— Vossa alteza caralho. — Eu ranjo meus dentes. — Você está me irritando. — E com isso eu trago o garoto para mais perto de mim, sem pensar duas vezes meus caninos aumentam e eu não demoro em penetra-los em seu pescoço.

Escuto Porsche arfar em desespero e ele tenta se aproximar de mim, mas eu automaticamente posiciono minha mão em minha arma guardada em meu bolso.

— Vegas! Pare com isso! — Porsche grita.

— Hmm.. - Eu gemo usando minha mão antes em meu bolso agora na cintura de Pete enquanto o pressiono à parede bebendo seu sangue. — Aprenda. — E então eu me afasto e pressiono minhas mãos na cabeça do maior antes de estalar.

Pete cai no chão, Porsche grita aproximando-se do mesmo inconsciente no chão, sangue escuro escorrendo por seu pescoço.

— Vegas?! — Porsche grita e eu deslizo minha língua por meus lábios e caninos saboreando o sangue presente neles.

— Continua uma delicia. — Eu sorriu e Porsche tenta acordar Pete em desespero. — Porsche.

O mesmo não me escuta e eu agarro em seus fios de cabelo o obrigando a me encarar.

— Ele está vivo. Ele acordará brevemente. — Eu sorriu lentamente. — Esqueceu que ele é um vampiro? Ele teve o prazer de relembrar isso segundos atrás, não teve? — Eu sussurro e Porsche estremece, seus olhos me encarando, como se não reconhecesse a pessoa por trás de tais palavras frias e sem sentimentos.

— Vegas..

— Vegas! — escuto a voz da minha mãe no fundo do corredor, ela corre em minha direção..oh

Não na minha. Mas do Pete.

Eu riu com incredibilidade. Não é possível tal coisa, oque estou vendo só pode ser impossível.

— Pete, querido. — Minha mãe visualiza rapidamente o peito do garoto com medo que eu realmente o tivesse matado.

— Impressionante viu mãe. — Eu digo cruzando meus braços.

— Vegas. — A mesma olha para mim com aqueles olhos de pena que me irritam profundamente. — Posso saber o porque de ter feito isso com Pete exatamente, meu filho, oque está acontecendo, me diga por favor.

— Não me chama de meu filho. — Meu tom é brusco. — Você é hipócrita. — Eu cuspo. — Você me vê aqui, em vez de perguntar diretamente a mim que sou seu filho, se eu estou bem, se eu preciso de algo, você corre diretamente para ele! — Eu aponto para Pete. — Ele..Ele que. — Eu engulo em seco negando com minha cabeça sem acreditar oque meus olhos viram, oque meu coração sente.

— De onde está vindo essa conversa, Vegas. — Ela diz e seu tom agora é sério e se levanta lentamente da sua posição ao lado de Pete. — Não estou gostando de onde está querendo chegar.

— Pois faça questão de lembrar, porque eu nunca vou esquecer. — E com isso eu me retiro daquele corredor apertado.

🖤 Vegas (passado/criança)

— E agora você vai levantar seus dedos e contar até 10, pode fazer isso para mim? — A enfermeira sussurrou e eu lentamente levanto minhas mãos.

Faz 1 mês que eu estou trancado nesse quarto, meu pai é o único que me vem visitar, minha mãe às vezes aparece atrás do mesmo em silêncio.

— Oh, vossa majestade. — A enfermeira fala e minha mãe tem seu rosto fechado. — Com licença. — Ela fala antes de sair e minha mãe fica na porta me encarando.

— Mamãe — Eu sorriu com fraqueza para a mesma, meus novos caninos fazendo sua aparição, minha mãe treme por um segundo e eu me levanto me aproximando da mesma. — Finalmente você veio me..

— Pare onde você está. — Eu pulo, estremeço e lentamente encaro seu rosto. O nojo e medo em sua feição é plausível. — Que ódio isso é tudo culpa minha. — Minha mãe chora com suas mãos em seu rosto.

— Ma..mãe?.. — meu lábio treme com vontade de chorar.

— Não, isso é definitivamente culpa do seu pai! — Ela grita e eu me assusto caindo no chão com minhas nádegas no qual eu estremeço.

Mónica.
Mónica.
Sequestro.
Abuso.

Eu tento evitar essas palavras em minha cabeça, mas a dor evidente em minhas nádegas e os hematomas presentes no meu corpo só me relembram tudo. As três cicatrizes. Os três tiros.

— Você! Seu pai devia ter me deixado morrer quando eu te pari. — Eu arregalo os olhos. — Não tinha que lidar com isso tudo! Mas não..não só ele me transformou mas como a única pessoa humana que era minha ultima chance de ter uma vida humana foi transformada.. — Ela me encara com ódio e isso me machuca tanto.

— Mas..

— Ele ficou me dizendo que o fez porque me ama! E porque me ama! Que porra! Se me amasse me deixava morrer e não me transformaria nesse nojo! Que eu sou agora! — Ela grita e sai do meu quarto batendo a porta.

Eu lentamente sinto minhas lagrimas deslizarem e eu abraço meu corpo.

🖤Vegas (presente)

Meu pai fez por amor. Então qual foi meu erro de puder transformar Pete?

Se eu amava Pete, eu fiz oque devia ser feito certo? Pete não queria morrer! Pete também não queria ser um vampiro mas.

Eu riu.

— Eu dei a porra de uma nova oportunidade para esse ingrato! — Eu grito atirando as coisas da minha secretária para o chão ofegante. — Ingrato! — Eu grito novamente remexendo meus fios de cabelo com incerteza. — Eu não estou louco certo? — Eu sorrio.

— Você não está louco querido. — Eu lentamente olho para cima e lá está ele.

Tay.

Ele se aproxima de mim lentamente, sua camisa está aberta e me faz sentar de volta em minha cadeira se inclinando.

Eu suspiro quando seus lábios encostam nos meus lentamente, suas mãos deslizando sobre minha cintura e eu resmungo baixo.

— Você sabia que o correto era sempre ficar comigo, Vegas. — Tay sussurra se colocando de joelhos em meio a minhas pernas. — Você vai ver que eu te farei feliz.. — Ele sussurra com um sorriso ladino.

Eu deixo o garoto lentamente abrir o zip das minhas calças, eu suspiro quando sua mão massageia meu membro por cima das vestimentas. Eu agarro seu rosto com ambas mãos e sorriu.

— Você tem razão Tay.. — Eu suspiro acariciando suas bochechas com meus polegares e rapidamente eu puxo sua cabeça para fora.

Sangue espirra para cima de mim e eu resmungo lambendo os vestígios em meu rosto.

— Você realmente me fará feliz. — Eu agarro um cigarro e coloco entre meus lábios. — Que a guerra comece.

A mordida real - VegasPete.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora