A mordida real 2°T - chapter 57

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Meu pescoço estava doendo tanto, eu lentamente abri meus olhos e tudo estava mexendo. Eu arfo em desconforto, lentamente me sentando na cama, eu tento lembrar oque aconteceu.

Eu jurava que estava no corredor à segundos atrás, porque estou deitado nessa cama e tem três figuras nesse quarto, no meu quarto. Oque está acontecendo? Estou viajando na maionese?

— Pete?! — Uma das vozes se faz presente e eu resmungo. Porra não tou sonhando não, que desgosto.

Mas de repente meu ar para e eu arfo arqueando minhas costas, meus olhos arregalam e meu corpo me faz tossir de uma maneira inconveniente.

— Pete, se acalme. — Agora era a voz de uma mulher e ao piscar três vezes as coisas começaram a fazer sentido na minha cabeça.

— Pete, pisca três vezes se precisar de ajuda! — Porsche diz e eu o encaro com ódio e o mesmo sorriu fraco. — Desculpa..só queria melhorar o clima.

— Oque aconteceu? — Eu questiono encarando a mulher ao meu lado. — Meu deus! — Eu arfo. — Vossa majestade. — Eu faço uma rápida vénia e então olho para frente.

Estava Kinn, seu rosto estava sério e assustador, uma mão segurando o celular contra seu ouvida e a outra dentro do seu bolso. Lembrei então.

— Kinn. — O mesmo me olha lentamente. — Desculpa. — Eu digo e o mesmo pareceu surpreso. Até mesmo eu estou surpreso.

—Obrigado? — Ele diz afastando o celular do seu ouvido.

— Não se acostume. — Eu suspiro e a rainha dá um sorriso fraco. Mas tão fraca que me parte o coração lentamente.

— Eu..

— Não se acostume mesmo. — Porsche diz ajeitando meus fios de cabelo e eu o encaro lentamente com um pequeno sorriso e então assinto com a cabeça.

— Oque aconteceu? — Eu questiono e Porsche dá um leve pulo como se a questão trouxesse más memórias para o mesmo, ele suspira.

— Pete. — A rainha segura meu queixo e faz-me encara-la. — Você presenciou a sua primeira morte.. — Todos a encaramos e ela suspira. — Segunda.. — Ela revira os olhos.

— Fui transformado de novo?! — Eu arregalo os olhos.

— Não Pete, apenas..nós vampiros temos mais resistência a coisas que um humano não tem. — Mortes simples como uma dobra de um pescoço não é nada. — Ela pausa. — Para nós.

Para nós..

— Vegas me matou.. — A ficha lentamente me cai. Os seus olhos sombrios enquanto encaravam meu rosto,  aquele não é o Vegas que eu conheço. O Vegas que eu..amava, o meu Vegas.

Eu nunca nem pude dizer oque sentia.

Kinn suspira e agora ambas suas mãos estão em seus bolsos.

— Por incrível que pareça. Eu estive com Vegas em todo esse tempo que você esteve preso nesse quarto. — O mesmo diz e seu rosto se fecha. — E pessoalmente as atitudes que teve com Vegas não foram das melhores, Pete.

Meu corpo trava, meus lábios tremem, eu encaro minhas mãos.

— Eu..

— Não acuse Pete das coisas que você não entende, Kinn! — Porsche grita se aproximando do maior. — Pete era a porra de um humano até agora! Você teve oportunidade de acostumar a isso tudo! Não seja um filho da puta!

— Porsche! — Eu chamo a atenção do mesmo e o mesmo levanta a mão me calando.

— Você que não fale do que não sabe. — Kinn diz para Porsche calmamente. — Não foi você que teve que ver Vegas decaído lentamente, querendo.. — Ele me encara de lado. — Querendo se matar, acabar com isso tudo, porque ele não sabia oque fazer, Vegas sempre foi um homem incapacitado e todos nós sabemos disso, mas Pete fez Vegas conhecer um novo mundo. — isso me quebra. Lágrimas escorrem por meu rosto.

A mordida real - VegasPete.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora