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Meu pescoço estava doendo tanto, eu lentamente abri meus olhos e tudo estava mexendo. Eu arfo em desconforto, lentamente me sentando na cama, eu tento lembrar oque aconteceu.
Eu jurava que estava no corredor à segundos atrás, porque estou deitado nessa cama e tem três figuras nesse quarto, no meu quarto. Oque está acontecendo? Estou viajando na maionese?
— Pete?! — Uma das vozes se faz presente e eu resmungo. Porra não tou sonhando não, que desgosto.
Mas de repente meu ar para e eu arfo arqueando minhas costas, meus olhos arregalam e meu corpo me faz tossir de uma maneira inconveniente.
— Pete, se acalme. — Agora era a voz de uma mulher e ao piscar três vezes as coisas começaram a fazer sentido na minha cabeça.
— Pete, pisca três vezes se precisar de ajuda! — Porsche diz e eu o encaro com ódio e o mesmo sorriu fraco. — Desculpa..só queria melhorar o clima.
— Oque aconteceu? — Eu questiono encarando a mulher ao meu lado. — Meu deus! — Eu arfo. — Vossa majestade. — Eu faço uma rápida vénia e então olho para frente.
Estava Kinn, seu rosto estava sério e assustador, uma mão segurando o celular contra seu ouvida e a outra dentro do seu bolso. Lembrei então.
— Kinn. — O mesmo me olha lentamente. — Desculpa. — Eu digo e o mesmo pareceu surpreso. Até mesmo eu estou surpreso.
—Obrigado? — Ele diz afastando o celular do seu ouvido.
— Não se acostume. — Eu suspiro e a rainha dá um sorriso fraco. Mas tão fraca que me parte o coração lentamente.
— Eu..
— Não se acostume mesmo. — Porsche diz ajeitando meus fios de cabelo e eu o encaro lentamente com um pequeno sorriso e então assinto com a cabeça.
— Oque aconteceu? — Eu questiono e Porsche dá um leve pulo como se a questão trouxesse más memórias para o mesmo, ele suspira.
— Pete. — A rainha segura meu queixo e faz-me encara-la. — Você presenciou a sua primeira morte.. — Todos a encaramos e ela suspira. — Segunda.. — Ela revira os olhos.
— Fui transformado de novo?! — Eu arregalo os olhos.
— Não Pete, apenas..nós vampiros temos mais resistência a coisas que um humano não tem. — Mortes simples como uma dobra de um pescoço não é nada. — Ela pausa. — Para nós.
Para nós..
— Vegas me matou.. — A ficha lentamente me cai. Os seus olhos sombrios enquanto encaravam meu rosto, aquele não é o Vegas que eu conheço. O Vegas que eu..amava, o meu Vegas.
Eu nunca nem pude dizer oque sentia.
Kinn suspira e agora ambas suas mãos estão em seus bolsos.
— Por incrível que pareça. Eu estive com Vegas em todo esse tempo que você esteve preso nesse quarto. — O mesmo diz e seu rosto se fecha. — E pessoalmente as atitudes que teve com Vegas não foram das melhores, Pete.
Meu corpo trava, meus lábios tremem, eu encaro minhas mãos.
— Eu..
— Não acuse Pete das coisas que você não entende, Kinn! — Porsche grita se aproximando do maior. — Pete era a porra de um humano até agora! Você teve oportunidade de acostumar a isso tudo! Não seja um filho da puta!
— Porsche! — Eu chamo a atenção do mesmo e o mesmo levanta a mão me calando.
— Você que não fale do que não sabe. — Kinn diz para Porsche calmamente. — Não foi você que teve que ver Vegas decaído lentamente, querendo.. — Ele me encara de lado. — Querendo se matar, acabar com isso tudo, porque ele não sabia oque fazer, Vegas sempre foi um homem incapacitado e todos nós sabemos disso, mas Pete fez Vegas conhecer um novo mundo. — isso me quebra. Lágrimas escorrem por meu rosto.
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A mordida real - VegasPete.
General FictionVegas Theerapanyakul, da família real, um príncipe bem conhecido mundialmente, não só por sua beleza fenomenal mas principalmente por seu rosto misterioso, já Pete um novo bodyguard contratado para cuidar de Vegas, a partir do momento que uns 20 des...
