Capítulo XV - Natal parte II 🎄🌟

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Aproveitem que eu amo o Natal e que vou fazer muita boiolice aqui!

— Tá bem, olha só. Vamos as três fazer biscoitos. Sem choro! — Soraya corta ao ver meus olhos marejados.

Soraya se levanta e começa a pegar ingredientes para os biscoitos e acessórios também, ela os coloca na mesa.

— Você já tem tudo sob controle, eu vou sair — falo me levantando.

— Não, não, mocinha. Você vai ajudar — Soraya me olha apontando o indicador.

— Você sabe que não sou boa na cozinha, e você tem minha mãe para te ajudar — ela suaviza.

— Vai fazer o que então?

— Viu só, mamãe? Ela me controla, eu sigo ordens aqui — dou risada.

— Ela tá bem certa, se eu tivesse sido assim... — mamãe não termina a frase.

— Vou me deitar um pouco, amor.

— As cinco da tarde, Simone? Está com dor? Ainda tenho alguns remédios —  ela se preocupa.

 — Só estou cansada, amor — Soraya vem até mim e coloca a mão na minha testa. — Não estou com febre, estou bem.

— Tá bem... daqui a pouco vou lá te ver — ela faz um carinho no meu rosto e eu a abraço.

— Vou guardar energias para ter você mais tarde sussurro em seu ouvido.

Soraya arrepia no meu abraço e se desvencilha com dificuldade.

--Soraya--

— Minha filha parece uma velha...

— Está cansada, hoje fiz ela carregar umas caixas e ela mal tirou o gesso.

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Fairte está mexendo em seu celular quando eu tiro as nozes já trituradas do processador, elas viraram uma farinha bem fininha. Pego uma tigela no armário e coloco manteiga, açúcar, ovo e a farinha de nozes, misturo bem.

Fairte pega uma peneira e cuida da farinha de trigo. Quando a farinha de trigo já está peneirada, ela acrescenta aos poucos na tigela que está nas minhas mãos, misturo até a massa ficar homogênea.

Minha sogra me ajuda a embrulhar a massa no plástico filme e a colocar na geladeira, deixamos a massa descansar por uma hora lá dentro.

— Você cozinha muito bem, Soraya. Sempre tentei ensinar Simone, mas ela nunca gostou e tamouco demonstrou interesse — ela estava sentada na minha frente à mesa.

— Eu gosto de cozinhar, minha mãe e eu fazíamos biscoitos sempre que podíamos, comecei aí, depois fui buscando outras coisas para fazer. Simone é boa em tudo em que se propõe a fazer, tenho certeza que se eu irritar bastante ela, ela acaba aprendendo — rimos.

— Simone parece feliz com você, ela sorri muito, e quando você não está, ela só consegue falar em você.

— Sou feliz com ela também, sou assim também — sorrio. — Eu posso dizer que ela mudou minha vida, e para melhor!

— Que bom, minha filha. Fico feliz em saber disso.

Ficamos conversando sobre a Simone bebê até a adolescência, era adorável o brilho que a dona Fairte tinha no olhar ao falar da filha. Ela continua a falar quando levanto e limpo o balcão da cozinha e o enfarinho. Ela trouxe até mim as forminhas de biscoito que coloquei sobre a mesa mais cedo e me entregou. Abri a massa sobre o balcão enfarinhado e comecei a cortá-la com os moldes. Enquanto isso a mãe da minha namorada estava forrando uma forma com papel manteiga, colocamos os biscoitos na forma e deixamos na geladeira por mais uma hora.

ELAHistórias para pegar e não largar. Descubra agora