Capítulo XIX - Nossa família

845 71 309
                                        

-------✾-------


Amor? — Simone abraça Soraya por trás enquanto a loira observa o que parece ser a paisagem.

— O quê? — Soraya diz em meio um sorriso.

— Você viu a Maria Fernanda? Eu montei a casinha de bonecas dela — Simone beija o pescoço de Soraya.

— Ela está correndo da Maria Eduarda, que está correndo da Maria Cecília, que está correndo da Maria Luísa — há uma sensação de paz nesse simples momento.

— Nossa família é tão bonita, amor — Simone sorri.

— Eu te disse que não ia te abandonar — Soraya vira para Simone sem sair de seu abraço. — Eu te amo — se beijam.

— Mamãe!

— Oi! — Simone e Soraya respondem ao mesmo tempo.

— Você montou a casinha de bonecas? — Simone pega Maria Fernanda no colo.

— Montei! Você vai adorar, fiz algumas modificações.

Simone entrou na casa com sua filha e Soraya seguiu observando as outras três correrem.

Simone teve uma gestação de gêmeas e Soraya também, sendo Maria Fernanda e Maria Eduarda geradas por Simone e Maria Cecília e Maria Luísa por Soraya.

As meninas estão com oito anos e são muito felizes ao lado das mães.

----✾----

Soraya acorda chorando de seu sonho, o quarto ainda está escuro e Simone está a abraçando por trás.

Ela gira no abraço de sua noiva e  a observa dormir. Passa sua mão com delicadeza pelos traços da face da morena.

Você vai me dar uma família, amor.

Não vou deixá-la.

Eu te amo, Simone.

Soraya adormece novamente e acorda depois de Simone tocar seu rosto com as pontas dos dedos.

Era domingo, não tinham muitos afazeres, aproveitaram para ficar mais tempo na cama e conversarem.

— Eu tive um sonho tão lindo, amor — Soraya começa. — Eu e você compramos uma casa com um quintal enorme, acho que estávamos na primavera, haviam muitas flores.

— Que lindo, Soraya.

— Nós tínhamos quatro filhas, quatro Marias — Soraya sorriu. — Você montou uma casinha de bonecas. Amor, foi tão lindo, nossas filhas correndo pelo jardim, estávamos tão felizes juntas que dói acordar e ver que não é verdade — Soraya fecha os olhos ao ver Simone se aproximar de seu rosto.

Simone a beija. Soraya sentia falta dessa troca de carinho entre elas, nem um beijo, nem uma palavra de carinho fora dado durante esses últimos meses.

O beijo ainda encaixava. Ainda era bom.

Simone aprofundou o beijo colocando sua mão atrás da cabeça de Soraya, para ter mais da loira para si. Soraya subiu em cima de Simone sem quebrar o beijo.

Soraya quebrou o beijo quando o ar se tornou escasso. Mas seguiu beijando a pele fina do pescoço de Simone.

— Eu senti a sua falta — Soraya disse ao pé do ouvido.

Simone não respondeu, apenas sorriu e recebeu mais um beijo de Soraya.

Soraya sentou sobre a pelve de Simone e jogou sua camisola longe, as mãos de Simone envolveram sua cintura. Soraya sentiu um choque percorrer seu corpo, sentia falta do contato da morena em sua pele.

ELAHistórias para pegar e não largar. Descubra agora