Pedro Guilherme pregava tudo que achava correto seguindo as leis de Deus. Gostava de sempre andar na linha e tinha Deus sempre vivo em seu coração, mas o que aconteceria quando resolvesse responder uma cantada que fugia totalmente da sua zona de con...
- Uau, você está linda. - Isabel comentou assim que entrou no quarto e olhou para Melchior de cima a baixo. - Mas, quem arrumou você sendo que eu não vim aqui?
- Foi a Lari, ela veio aqui trocar o curativo novamente e aproveitou para me arrumar. - Lunna respondeu e forçou um sorriso. - Gostou mesmo da roupa? - perguntou curiosa. - Eu ainda estou achando exagerada demais para um hospital.
Lunna usava um vestido de cor branca e de alças grossas. Em seu rosto, tinha uma maquiagem leve. Melchior ainda achava estranho o fato de estar indo jantar em uma cozinha de hospital, aquilo não chegou nem aos pés dos planos que ela havia planejado para o "final do ano perfeito".
- Para quem não queria se arrumar, está arrumada demais. - Isabel disse e a mesma riu. - Mas, você esta deslumbrante, nem parece que está em um hospital.
- Isso porque você não viu a roupa que eu havia comprado para usar hoje. - Lunna sorriu diante a tristeza que havia batido em si.
- O que houve, querida? - Isabel perguntou ao andar até ela. - Porque da tristeza do nada?
- Ninguém veio aqui, Isa. - Lunna sussurrou chateada. - Nem meu próprio noivo, ele só mandou aquele buquê em forma de desculpa. - negou com a cabeça e olhou para o jarro com as flores em cima da mesa ao lado.
- Eu estou aqui com você. - Isabel comentou e pegou na mão da jornalista. - E você pode contar comigo para tudo, certo?
- Você está sendo uma amiga fantástica. - Lunna sorriu a olhando. - Nunca vou me esquecer de você, okay?
- Não espero menos que um convite de casamento na minha casa, senhorita. - Isabel brincou e Lunna gargalhou, logo fez careta. - Lunna, você sabe que não pode fazer tanto esforço, para de rir.
- Eu vou te arrumar um jogador. - Lunna garantiu e foi a vez da enfermeira gargalhar. - Ai seremos esposa troféu e iremos viajar o mundo juntas. - bateu palma empolgada e a enfermeira negou com a cabeça.
- Eu sou casada. - Isabel a lembrou.
- Larga o marido e pega o jogador, simples. - Lunna deu de ombros e a enfermeira riu ao negar com a cabeça mais uma vez.
- Você já está falando abobrinha demais, vamos para a cozinha logo. - Isabel chamou sorridente. - Vem, eu te ajudo a sentar. - disse e a Jornalista negou com a cabeça. - Deixa de ser cabeça dura, Lunna.
- Eu consigo andar sem ajuda, mesmo sendo um pouquinho difícil. - Lunna comentou ao se levantar da cama com certa dificuldade. - Pouquinho não, isso é muito difícil levando em conta que seu corpo está cheio de cirurgias. - resmungou. - Mas que saco.
- Nossa, isso tudo pra não aceitar ajuda? - Isabel questionou cruzando seus braços.
- Não tem nada pior do quê ficar dependente de alguém sempre. - Lunna fez bico e a enfermeira riu.- Sério, parece que ultimamente todos os olhares em minha volta viraram de pena.- negou com a cabeça. - E eu odeio isso, de verdade.
- Ninguém consegue viver sem ajuda das pessoas por muito tempo, querida. - Isabel comentou e andou até ela. - Tá tudo bem aceitar ajuda de vez em quando.- indagou e passou seu braço direito sobre o ombro da jornalista e segurou na mão esquerda dela. - Coloca sua força em mim, okay? - pediu e Lunna concordou com a cabeça.
E então, a enfermeira caminhou lentamente em direção a cadeira de roda e ajudou Melchior a sentar na mesma, logo voltou para a cama e pegou o celular dela e um lençol. Voltou para a cadeira de roda e cubriu as pernas da jornalista, fazendo-a sorrir.
- Obrigada Isa, você está sendo um amor. - a jornalista agradeceu sincera. - Nunca pensei que séria tão bem tratada por vocês.
- Eu só cuido da forma que eu gostaria de ser cuidada. - Isabel disse e a olhou. - então, vamos?
- Vamos!
Isabel se afastou da cadeira de roda, foi até a porta e abriu a mesma e logo voltou para onde a jornalista estava, destravou as rodas e empurrou-a em direção a saída do quarto.
- Você comprou carne assada para mim, Isa? - A jornalista perguntou curiosa. - eu também queria um arroz sem passas, mas ai eu estaria abusando demais. - disse e a enfermeira riu.
- Não prefere uma comida menos pesada, querida? - Isabel perguntou ao fechar a porta do quarto e indo em direção ao elevador.
- Tipo o quê? As sopas horríveis do hospital? Não, eu desisto. - Lunna disse negando com a cabeça e a enfermeira gargalhou. - Olha, espero realmente que nós não estejamos indo comer sopa, porque é capaz de eu me matar aqui mesmo.
- Para de brincadeira, não pedi pra fazer sopa, eu não fui doida a esse ponto. - Isabel disse e Lunna sorriu.
- Você está literalmente me mimando, eu estou amando, viu? - Lunna disse empolgada.
- É... Indo contra as regras e te fazendo feliz. - Isabel comentou ao passar pelo os corredores do hospital e indo em direção ao elevador. - Se descobrirem isso, eu estou ferrada.
- Não se preocupe, eu consigo um emprego para você. - Lunna garantiu e a enfermeira riu.
- Como esposa troféu? - Ela brincou e Melchior deu de ombros.
- Infelizmente você é casada e seu marido não é jogador. - Lunna negou com a cabeça. - Meus pêsames por isso.
- Para, palhaça. Meu marido é maravilhoso. - Isabel indagou.
- Pedro também é maravilhoso e nem estou falando no quesito beleza, isso ele também é, mas falo por tudo que ele fez e faz por mim. - Lunna disse orgulhosa e Isabel sorriu. - Ele é o cara que faz tudo por mim, apenas para me ver feliz.
- Você é tão boba quando fala do seu noivo. - Isabel falou e entrou no elevador, logo apertou no botão que era o andar da cozinha.
- Eu sou boba mesmo, a noiva mais boba e orgulhosa do mundo. - Lunna garantiu sorrindo. - Mas nesse momento eu estou odiando ele por não ter vindo me ver, todo idiota. - resmungou e a enfermeira gargalhou.
- Ai Lunna, você não existe.
- Se eu não existisse, tenho certeza que meus amigos me inventaria. - Lunna se gabou e a enfermeira negou com a cabeça. - Eles não estão prontos para viver em um mundo onde Lunna Melchior não exista.
Isabel riu baixinho e empurrou a cadeira de rodas para fora do elevador no momento que as portas foram abertas e andou em direção a ala da cozinha. Lunna franziu a testa quando olhou para a porta em sua frente e observou as luzes apagadas pelas as brechas.
- Isa, porque as luzes estão apagadas? - Ela perguntou curiosa. - Vai ser só nós duas?
- Vai ser... - Isabel comentou e empurrou a cadeira para dentro da cozinha.
E então, as luzes foram acessas e os olhos de Melchior se arregalaram quando olhou para frente.
- SURPRESA!
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