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HORAS ANTES

- Então você é a moça que tira as fotos da Lunna. - Mathuezinho comentou e italiana concordou com a cabeça. - É fotógrafa?

- Non lo sono. - Ana Luísa respondeu.

- Uau, então é um hobby? - Mathuezinho perguntou e ela concordou com a cabeça. - Você fotógrafa muito bem.

- Grazie, Matheus.

"Matheus", ele nunca havia gostado tanto do seu nome como naquele momento.

Mathuezinho acentiu com a cabeça e observou a garota em sua frente, abriu um sorriso largo quando a garota sorriu timida para ele. Se querer flertar naquele momento fosse pecado, ele iria pecar com gosto, porque ele estava a um passo de soltar uma " cantada" para a italiana.

- É o amor.. - João cantarolou baixinho e Mathuezinho o empurrou.

- Cala a boca. - Mathuezinho murmurou e seu amigo riu.

- Pedrito já estava quase indo conhecer Deus por não saber quem tirava as fotos. - Gabriel brincou e sorriu de canto.

- Então vocês se conheceram no estúdio? - Marília perguntou curiosa e a italiana negou com a cabeça rapidamente.

- Eu e Lunna siamo vicini. - Ela comentou e os jogadores franziram a testa.

- Meu foco agora vai ser aprender italiano. - Mathuezinho soltou de uma vez e seus amigos riram.

A Mezenga estava nervosa e angustiada com tudo aquilo. E sempre que ela estava em situações assim, ela misturava os idiomas.

Nunca foi tão difícil para ela falar em português como naquele momento.

- Elas são vizinhas. - Tata respondeu.

A atriz estava sentada no braço da poltrona que Bonner se encontrava, com seu braço passado por cima do ombro do Jornalista e acariciando o mesmo.

Bonner estava com seu corpo inclinado para frente, seus cotovelos apoiados nos seus joelhos e suas mãos em seu rosto.

Ele estava em um silêncio sem fim enquanto os demais conversam assuntos aleatórios.

Eles estavam o máximo tentando acalmar seus corações e focarem em outros assuntos. Até porque, se desesperar naquele momento não iria resolver muita coisa.

Mas Pedro e Bonner não conseguiam fingir que tava tudo bem e iniciar uma conversa aleatória enquanto Melchior se encontrava em sala de cirurgia.

E ali estava Pedro, afastado de todos apenas observando a vista da cidade pela janela da sala de espera. Ele estava com aperto no peito e sentia que aquele músculo de sangue iriam parar de bater a qualquer momento se demorasse mais um pouco as notícias sobre sua noiva.

" - Melchior, não, pelo amor de Deus. - Pedro rapidamente negou com a cabeça.

- E porquê não? Vai ser divertido. - Lunna sugeriu empolgada. - Ou você tem medo?

- Não estava em meus planos andar de jangada e pular no meio do mar. - Pedro disse e ela deu de ombros. - E se um tubarão me atacar?

- Eu te salvo.

- Sei, vai lutar com ele é? - Pedro indagou e a mesma gargalhou.

- Ou então, deixo ele me devorar e morro logo com você. - Lunna sorriu e passou seus braços em volta do pescoço do seu noivo."

CANTADAS ― PEDRO GUILHERME Onde histórias criam vida. Descubra agora