6.0

2.8K 288 212
                                    

- Pelo amor de Deus, não demora não, Pedro. - Mathuezinho pediu. - Eu não quero sair do hospital direto para uma delegacia por invadir um quarto.

Eles estavam divididos por aquele enorme corredor. Gabriel e Bonner ficariam na porta do quarto de Melchior, Mathuezinho e João gomes ficariam na porta do elevador e Everton ficaria no meio, onde dava acesso para outras alas.

As meninas não subiram, elas optaram por ficarem conversando com a médica sobre o estado de saúde da jornalista.

- Eu não vou demorar. - Pedro garantiu.

- Lembre-se que ela não pode transar, então sem segundas intenções, ok? - Gabriel brincou e seu amigo rolou os olhos.

- Deixa de ser idiota, Gabriel. - Pedro disse e seu amigo riu.

- O quê? Eu só estou tomando cuidado. - Gabriel deu de ombros.

- O tempo ta passando, não podemos perder. - Bonner disse e ele concordou com a cabeça. - Então entra logo, Pedro. - mandou.

Pedro desviou seu olhar por todos e em seguida se virou para a porta, com sua mão trêmula, ele colocou a mão na maçaneta e abriu a mesma, entrando de uma vez e fechando-a.

O jogador engoliu em cheio quando encontrou a garota ligada à aparelho respiratórios e com fios ligados em suas mãos.

Melchior ainda precisava de ajuda para respirar, por isso ainda estava na CTI. O caso dela era grave.

O rosto e braços da jornalista estavam arranhados e havia uma atadura um pouco acima do joelho dela. Provavelmente algum vidro deveria ter perfurado sua pele na hora da capotagem do carro.

Os olhos de Pedro brilharam diante as lágrimas quando finalmente tocou no rosto sereno de sua noiva, sentido o quão gelado estava.

Ele inclinou sua cabeça e depositou um beijo na testa de sua noiva, em seguida voltou a olhá-la.

" - Eu senti isso. - Lunna disse assustada ao olhar para os lados.

- Você sente todos os toques, meu amor. - Respondeu o avô dela. - Você não morreu, ainda não.

- Mas como isso é possível? - Lunna questionou e ele apenas riu ao dar de ombros. "

- Você me assustou, Melchior. - Pedro sussurrou ao deslizar lentamente sua mão pelo rosto dela. - Você não imagina o medo que eu tive de te perder. - comentou. - Eu não queria que nada tivesse sido assim, o quê eu fiz de errado para te causar danos?

"- quê voz é essa? - Lunna questionou curiosa ao olhar para seu avô. - é ele, é Guilherme?

- Não é seu momento, filha. - José falou e Melchior suspirou. "

- Me perdoa por ter te colocado nessa situação, me perdoa de verdade. - Pedro pediu entre as lágrimas. - Eu não queria que nada disso tivesse acontecido.

" - O quê? Não! - Lunna rapidamente negou com a cabeça. - Eu não posso te perder vovô. - disse. - Não de novo.

- E eles? Podem te perder? - O avô dela rebateu."

- Não era para você ter descobrido a aposta daquela maneira. - Pedro comentou culposo. - Eu não ia me perdoar nunca se eu tivesse te perdido. - murmurou. - Porque você é uma parte de mim e eu não posso te perder.

" - Eles vão aprender a ficar bem sem mim. - Lunna garantiu e seu avô sorriu. - Guilherme é o cara mais forte que eu conheço. "

CANTADAS ― PEDRO GUILHERME Onde histórias criam vida. Descubra agora