Capitulo 169

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Do palácio do governo foram para o salão de festas. A multidão seguiu todos até lá, porém só os convidados entraram. Christopher não largou a mão dela nem por um instante. A decoração era bem mais luxuosa, e dessa vez havia um trono do lado de Christopher, seu par, o trono de sua rainha. Todos os reis (e suas rainhas) se sentaram, como tradição, observando tudo. Dulce observava cada detalhe, encantada. Christopher apertou a mão dela, sutilmente, e ela sorriu, virando o rosto pra ele.

Dulce: Podemos sair daqui? – Perguntou, em um sussurro. Christopher franziu o cenho, observando o salão que se enchia.

Christopher: Depende de quanto tempo vai levar. Para onde quer ir? – Perguntou, confuso. A festa mal começara e ela já queria partir? – Não está gostando?

Dulce: Pelo contrário, está perfeito. – Disse, o sorriso radiante iluminando seu rosto novamente – Só vai levar um minuto.

Christopher: Que seja. – Disse, sem entender. Ele se levantou, apanhando a mão dela, e os dois saíram sutilmente dali. Assim que sumiram pelos fundos da plataforma, ele alertou – Não podemos demorar, Cariño.

Ela andou apenas mais alguns passos, e ele continuava confuso. Ela conhecia aquele lugar porque já trabalhara ali. Os dois terminaram no fim do corredor. A iluminação não era boa, e ainda se ouvia as vozes vindo do salão principal. Ele a observou, completamente perdido, e ela se lançou em seu pescoço, beijando-o. Christopher sorriu, abraçando-a pela cintura, ao entender o que ela queria. O beijo era mais atrevido que o que deram na sacada do palácio do governo, e causaria criticas se fosse visto, por isso ela pediu pra sair. A boca dele devorou a dela, que arfou, feliz, inebriada por seu gosto... Então se fez uma sombra.

Robert: Vou precisar dizer algo? – Perguntou, a voz debochada.

Dulce: Estamos indo... Que droga. – Murmurou, ainda nos lábios do marido, que riu.

Robert: Agora. – Ressaltou, dando as costas e voltando.

Christopher: Temos a vida livre dele agora. Começando hoje a noite. – Lembrou, beijando o nariz dela, que assentiu, sorrindo – Está se saindo uma ótima rainha, alteza. – Brincou, enquanto a levava de volta.

Alguns minutos depois os dois desceram para o centro do salão. Dulce se lembraria de sua valsa de casamento até o seu ultimo minuto. Todos observavam enquanto os dois valsavam pelo meio do salão, o que fez ela ficar tensa, com medo de tropeçar ou errar, a calda do vestido era tão grande! Mas ele a acalmou com o olhar, e deu tudo certo. Foi tudo perfeito. Após minutos Alfonso se levantou, oferecendo a mão a esposa, galante, e ela sorriu, apanhando-a. Os dois desceram e acompanharam os outros dois na valsa, sendo recebidos por palmas. Logo Robert & Kristen, Christian & Maite desceram, e tudo ficou mais tranqüilo.

Dulce: Porque tantos broches? – Perguntou, tocando o peito dele, carinhosa. Christopher usava um smoking logo, preto, luxuoso, e em cima do peito esquerdo haviam broches de prata presos, menos de 5, ela não contou. Ele riu.

Christopher: Não são broches, são brasões. – Explicou e ela riu de leve. – Hoje ganhei mais três. – Comentou, e ela o observou.

Dulce: Quem te deu? – Perguntou, curiosa. Dentre os presentes não haviam brasões, pelo menos não dentre os que ela olhou.

Christopher: Minha esposa. – Assinalou, e ela ergueu as sobrancelhas – Um de duque, um de conde e um de barão. – Ela sorriu ao entender. Por ela ter um posto ele seria seu par, não importa o que fosse.

Então os casais se inverteram. As rainhas, girando delicada e sutilmente, trocaram seus pares. Dulce foi parar nos braços de Robert. Esse já prendia o riso antes de ter dito nada.

Dulce: Veja bem, eu estou livre de você. – Comentou, divertida.

Robert: Bom, ainda não. – Corrigiu.

Dulce: A partir de hoje a noite. – Disse, rolando os olhos. Robert mordeu o lábio inferior, sorrindo, os olhos fixados nos dela.

Robert: É verdade. Mas tem algo curioso. – Dulce ergueu a sobrancelha – Gostaria de saber como você vai lidar com o fato de que não só eu, mas que todo o reino, e além, sabem o que você e o seu marido estarão fazendo naquela torre hoje à noite. – Dulce arregalou os olhos e Robert gargalhou – Lide com isso agora.

Dulce: Ah, meu Deus. – Disse, corando involuntariamente.

Robert: Não há nada que você possa fazer, supere. – Disse, ainda rindo – Não vai desmaiar, vai, alteza? – Perguntou, fascinado.

Enquanto isso, perto dali...

Anahi: Você pode me explicar porque o pulso do meu marido está cortado? – Perguntou, e Christian a fez rodopiar, antes de responder.

Christian: Bom, as marcas não sumiam porque quem te machucou foi aquele que você amava, e ele teve a intenção de machucar. – Começou.

Anahi: Esperando a parte onde eu entendo isso. – Disse, sendo inclinada para trás.

Christian: A cura era o sangue daquele que a machucou, aquele que você mais ama, dado de boa vontade, como prova de seu arrependimento. – Explicou, e ela ergueu a sobrancelha – Chega a ser pateticamente simples.

Anahi: Como você descobriu isso? – Perguntou, achando graça. Os dois valsavam elegantemente, uma beleza que chegava a não ser normal.

Christian: Eu não descobri. Apenas tentei. Não que Maite pudesse me machucar ao ponto de que eu pudesse testar. – Disse, franzindo o cenho. – Robert vai fazer Dulce ter uma crise em poucos segundos. – Observou. Anahi virou os olhos. Dulce estava branca, e Robert ria. – Vou fazer a troca antes dê em uma catástrofe. – Anahi assentiu.

Anahi: Obrigada. – Agradeceu, grata, e Christian piscou, sorrindo torto antes de girá-la Dulce nem notou ao ser trocada de braços, então um par de olhos dourados a encarava e ela estava com Christian. Anahi pousou sutilmente nos braços de Robert, que ainda ria.

Christian: Não dê atenção ao que Robert diz, seja lá o que for. – Sugeriu, e Dulce assentiu – Está linda hoje. – Dulce sorriu, sentindo a tensão se esvair.

Anahi: Você não vai deixá-la em paz nunca? – Perguntou, exasperada.

Robert: É claro que eu vou. Um dia. Não hoje. – Anahi revirou os olhos – Está divertido demais para dispensar.

Anahi: Insuportável. – Condenou, mas sorria – Me devolva pro meu marido. – Ordenou, e ele negou. Ela riu. – Robert, a musica vai acabar! – Alertou.

Só no ultimo instante ele permitiu que ela girasse de volta pra Alfonso, que devolveu Maite a Christian, que passou Dulce para Christopher, que por sua vez devolveu Kristen para Robert. Os aplausos soaram, ensurdecedores.

Christopher: Está fria. – Reparou, apertando a mão dela.

Dulce: Robert. – Disse, como justificativa. Christopher olhou, mas Robert não olhava os dois, estava ocupado dando um beijo na testa da esposa.

Christopher: Não dê atenção, o dia mal começou. – Sugeriu. Ela assentiu, abraçando-o. Outra valsa começou a tocar. Dessa vez alguns dos convidados foram para a pista de dança. – Ei, mocinha. – Chamou, e Bia, muito divertida, olhou. Ele ofereceu a mão a ela que veio, saltitando alegremente.

Dulce forçou uma formalidade obvia enquanto entregava Christopher a filha, e se afastou para deixar os dois dançarem. Os outros reis já haviam voltado ao seu lugar, e Dulce subiu a escadaria, se sentando também. Estava cansada de tanto ficar em pé, o vestido pesava. Ela se acomodou e observou Christopher rindo enquanto dançava com Bia. Ele era alto demais pra ela e ela não sabia dançar, o que era cômico. Primeiro ele colocou os pés dela em cima dos seus, e a menina, vermelha de rir, se agarrou na barriga dele. Não funcionou bem. Os dois bem tentavam, aos risos, então ele se abaixou, carregando-a por debaixo dos braços, e a abraçando, dando-lhe um beijinho apertado na bochecha. Dessa vez funcionou, os dois dançavam sutilmente, mas riam ainda assim. Christopher olhou Dulce e ergueu as sobrancelhas, pedindo aprovação. Ela assentiu, sorrindo, então disse um "Eu te amo" sem som. Ele sorriu e assentiu, girando com Bia, que deu um gritinho. Estava tudo bem ali. Por enquanto.

Apenas mais uma de amor vondy(Adaptada) | Tema: vondyOnde histórias criam vida. Descubra agora