Nada contente

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Narradora

O sol já se fazia presente a algumas horas quando Soraya acordou. Simone estava abraçada a ela como no fim da noite que tiveram após saírem do banho e deitarem-se. A loira se desvencilhou da noiva aos poucos até conseguir sair da cama... tomou um banho demorado e em seguida após se arrumar e notar que Simone ainda dormia, saiu do quarto certificando-se que a empresária estava bem coberta.

Em algumas horas, as duas se encontrariam com uma estilista francesa, qual já havia montado o look e ambas para o evento na próxima noite, onde hoje apenas provariam e se certificariam de que tudo estava como planejado.

Como isso aconteceria na parte da tarde, Soraya não se deu o trabalho de acordar a morena com carinho como sempre fazia, evitando que ela tivesse um péssimo humor durante o dia. De fato, Simone odiava ser acordada, mas isso era de certa maneira amenizado quando era Soraya quem fazia o ato. A psicóloga a deixou em paz pelo resto da manhã, que descansasse.

Ao descer as escadas, passar pelo corredor e chegar a primeira sala, Soraya encontrou Maria Clara deitada no sofá enquanto Janja que aparentemente havia chegado durante a madrugada, acariciava seus cabelos.

-Vocês são tão... - ela foi interrompida ao tentar mencionar.

- Não seja mais uma a dizer que somos instáveis. - a loira relatou entediada.

-Vocês são instáveis e impulsivas. - Disse a loira.

-É... eu não ia dizer isso, mas faz sentido. - a psicóloga disse meio confusa. - Bem eu não dou a mínima, só não gritem como costumam fazer. A Simone está dormindo.

-Você é insuportável quando se trata dela. - revirou os olhos e deu um sorrisinho de canto.

Soraya apenas sorriu fraco e se manteve paciente no que fazia ao celular. Sentou-se na poltrona da sala e enquanto contatava a equipe no prédio, recebia informações de como as coisas seriam conduzidas.

-Aposto quanto quiserem que ela levanta... - a morena de olhos claros pareceu pensativa. - Em menos de 30 minutos.

-Não quero perder dinheiro apostando ao contrário. - Leila disse certa.

-Eu ainda estou aqui... - ressaltou enquanto digitava no celular.

- Quando você estrala os dedos, ela corre? - Janja questionou chamando a atenção da psicóloga que logo colocou o aparelho de lado e focou na pergunta. - É que ela parece aqueles cachorrinhos Pinscher... apegada com a dona, e o diabo com o resto dos seres humanos.

- Você é péssima. - respondeu paciente ao se levantar.

Janja sorriu de canto juntamente de Maria Clara, adoravam provocar Soraya. Não importava o momento ou a situação. Aquilo não soava como falta de respeito ou afeto, era apenas um meio de interação que tinham desde que se conheceram e não viam problema naquilo.

(...)

Soraya Thronicke

Eu estava sozinha na cozinha, enquanto colocava suco em um copo. Ao colocar a jarra sobre a superfície outra vez, me vi olhar através da janela e observar o quanto tudo parecia mais lindo em Londres. O sol não estava tão forte, carregava junto aquela fraca neblina de inverno.

Levei o copo com o líquido amarelo até a boca, e em seguida senti o gosto não tão adocicado com sabor de laranja.

(...)

Confesso que não foram exatamente 30 minutos, um pouco mais. Para que eu sentisse as mãos delicadas que eu reconhecia tão bem me envolverem por trás e aquele corpo magnífico se encaixar ao meu.

Lá Márfia | SIMORAYA Onde histórias criam vida. Descubra agora