capítulo 36.

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MARGOT.

Eu sai do coma faz poucos dias, não estou conseguindo me alimentar direito ainda.

Ontem Henry, Ethan e eu viajamos para França e estamos na antiga casa que Brian e ele moravam antigamente.

A morte de Brian abalou minhas estruturas, Matt está evitando olhar em minha cara após ter pegado Henry sem roupa me beijando.

Andei olhando um site de notícias do mundo e li sobre uma matéria de um homem encontrado com o rosto acabado e com uma caveira desenhada com uma faca ou algo afiado em sua barriga, ontem entrei novamente no site de notícias da França e um território marcado por uma máfia teve seu muro pichado com a frase "Même la mort ne peut arrêter un crâne avec de la haine accumulée dans son cœur, des baisers du meilleur ami de la torture." e o desenho de uma caveira.

Me sinto uma idiota por trair a Brian, por estar usando o Henry para preencher meu vazio e por incomodar o descanso do Brian.

Deixei Henry me beijar, deixei ele aproveitar meu corpo e falei "eu te amo" para ele quando meus pensamentos estavam apenas em seu irmão.

- Margot? - Henry entra no quarto.

Olho para ele tentando parecer "normal" e dou um sorriso amarelo.

Henry se aproximou de mim, segurou meu rosto e me beijou. O afastei devagar e ele franziu o cenho.

- Henry, eu não posso. - olho para cima, segurando o choro.

- Margot, ele não vai voltar! - ele vira as costas para mim.

- Eu só preciso de tempo, e quando eu estiver melhor, eu juro me dedicar a você. - saio do quarto, evitando conversar com Henry.

- Eu te amo! - escutei ele gritar. - porra, só preciso que você me ame também!

Peguei meu casaco jogado no sofá da sala e o vesti, cruzei meus braços sobre meus seios e peguei as chaves do meu carro.

Não há remédios para as lembranças, eu não consigo amar Henry, não consigo e nunca vou conseguir.

Liguei minha SUV e dei partida, não sei para onde ir, só quero dirigir sem rumo para tentar aliviar meu estresse.

...

Após dirigir por toda Provence, parei em uma praça próxima para respirar um pouco, me sinto tão sufocada perto de Henry.

Eu estava perdida em meus pensamentos quando uma mulher esbarrou em mim.

- Me desculpe! - ela fala em francês.

- Tudo bem! Você parece estar apressada. - dou um sorriso fraco para reconfortar a mulher.

- A propósito, me chamo Chiara! - ela sorri. - e você é a?

- Margot. - repondo, com um sorriso fraco. - você parece tensa...

- Preciso de uma roupa nova, não muito sensual, mas que deixe meu corpo bonito. Vou chamar meu vizinho para um encontro, bem... meio que tivemos um encontro ontem, mas não conversamos muito e-

- Só transaram? - coloco meu cabelo de trás da orelha.

Ela fez um "sim" com a cabeça, meio envergonhada.

- Use um body rendado, short ou saia de couro. Eu sou modelo, pode confiar no meu gosto. - dou um gole no meu café.

- Obrigada! Me passa seu número? - ela sorri.

Peguei um papel e uma caneta em meu carro e anotei meu número, depois entreguei para a moça e ela logo se despediu de mim quando viu um loiro no outro lado da praça.

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