capítulo 24.

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BRIAN.

Estou a quase uma hora trancado em um carro com meu irmão escutando The Weeknd no último volume. Estou quase surdo. Henry e eu descobrimos quem roubou nossos pertences e estamos indo para Colômbia novamente para recuperar o que é nosso. Henry tem um gosto para músicas que falam sobre relações sexuais que eu fico até impressionado.

Estamos quase chegando na nossa pista particular. Henry colocou shup and the linsten para tocar e comecei a lembrar de Margot dançando para mim. Porra, estou me contorcendo por dentro da calça. Tento me arrumar disfarçadamente, mas quando você tem um irmão idiota, não consegue fazer nada sem chamar atenção de alguém.

— Ow, a puberdade chegou para o meu bebê tatuado! – ele dá risada. — Está atraído pelo motorista, Bribri?

— Vai se ferrar, Henry!

Não vou falar para meu irmão que estou duro porque lembrei da minha mulher dançando bêbada para mim. Minha mulher ou Margot, tanto faz.

— Boneca, você tem um plano?

— Tente não matar pessoas inocentes, nosso foco é apenas Luc Monroe. Mas, caso alguém se intrometa, pode matar. E não, eu não tenho um plano, na hora eu sei o que fazer.

— Bebê inteligente! – ele beija minha bochecha.

— Sai, palhaço.

{•••}

— Opa, velhote! Onde Luc Monroe está?
– Henry fala segurando a risada.

Henry e eu sempre fazemos isso, somos diretos mesmo sabendo que podemos levar uma bala entre nossos lindos olhos.

— Identificação, por favor.

— Tráfico de drogas, armas, desvios de dinheiro, sequestros e outras paradinhas ai te dizem alguma coisa? – Henry diz.

O homem pegou o Walkie Talkie e já ia anunciar que os Stanford estão aqui. Peguei minha navalha e coloquei no pescoço do velho o colocando contra a parede.

— Tenho duas opções para você, me leva até Luc direitinho e eu não te machuco, a outra é um pouquinho mais dolorosa e divertida. De qualquer forma, vou chegar até seu chefinho mesmo assim então sua escolha vai afetar apenas você. – faço um corte pequeno no homem. — O que me diz?

— Por aqui, senhor. – ele fala um pouco nervoso.

— Acho bom que não seja apenas uma brincadeira sua, velho. – Henry diz, seguindo o homem com os braços cruzados.

— Posso cuidar da sua esposa caso aconteça algo com você se estiver mentindo, amigo.
– falo em espanhol.

O homem nos levou até uma um corredor com uma grande porta vermelha e preta. Que mal gosto.

Henry e eu nos olhamos e gesticulamos um sim com a cabeça e batemos os ombros contra a porta. Caímos no chão, porém, conseguimos abrir.

Assim que nos levantamos, Luc está com uma arma apontada para nós dois.

— Abaixa essa porra antes que eu te faça atirar na sua própria bunda. – digo e meu irmão destrava a sua arma. — Estamos aqui para conversar, cachorrão.

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