🎵MÚSICA DO CAPÍTULO:
NOTHING BREAKS LIKE A HEART - MILEY CYRUS
"Bem, há um silêncio quebrado
Pelo trovão estrondando no escuro (estrondo no escuro)
E esse disco arranhado
Gira eternamente no bar (gira pelo bar)
Esse mundo pode te machucar
Te cortar profundamente e deixar uma cicatriz
As coisas desmoronam, mas nada quebra como um coração
Mhmm, e nada quebra como um coração
Nós não despertamos o interesse um do outro
E forte e seco, o vento do deserto
Está soprando
Está soprando
Lembra-se do que disse para mim?
Estávamos bêbados e apaixonados no Tennessee
E eu guardo essa memória
Nós dois sabemos"
☀🌙
HOSEOK
Tudo que eu não precisava naquele momento era me lembrar de algo tão explícito como o que veio na minha mente sobre mim e a mulher à minha frente. Minha cabeça dói tanto que mal processo quando ela está novamente em cima de mim.
Tay me abraça como se me ninasse em seus braços, e sinto seu corpo sacolejar ao mesmo tempo em que sinto suas lágrimas escorrendo em meu rosto.
— Hoseok, por favor! Fala alguma coisa! — Ela está desesperada e até quero respondê-la, mas outras imagens invadem minha mente.
"Wendy aponta uma arma em nossa direção, ela e eu estamos de mãos dadas, Yuna e Yumi as filhas de Jungkook choram. Depois estamos com elas, Tay me olha nervosa e chora muito. Depois eu, Jungkook e Wendy estamos em uma escada e última lembrança que tenho é de ser baleado e ver Wendy caindo morta em minha frente antes de fechar os olhos"
— Hoseok, por favor! Fala comigo... — A voz de Tay se faz mais presente e agora finalmente consigo olhar em seus olhos e me mexer em seus braços.
Não sei se inconscientemente ou se eu realmente quero fazer aquilo, mas eu consigo me sentar mesmo que a dor ainda persista.
— Graças a Deus! — Diz ela limpando as lágrimas com as palmas das mãos — Você me assustou!
Nesse momento a única coisa que faço é puxá-la para um abraço.
Eu sabia que ela não tinha sido culpada pelo acidente, e que não tinha nada haver, porque também mandei investigar tudo depois de minha mãe tentar encher minha cabeça. Mas me lembrar o que ela passou ali sozinha comigo, lembrar do que aconteceu naquele dia, lembrar de como ela sofreu e de como nos amamos naquele depósito de lenhas me deixa mais empático com a mulher que luto com todas as forças para deixar para lá.
Deixar pra lá! Por que eu não consigo fazer isso? Por que todas as vezes que tentamos nos afastar o destino dá um jeito de colocar a gente junto de novo?
Naquele momento começo a achar que o destino só pode ser um belo de um filho da puta mesmo.
Tay chora mais ainda quando a envolvo em meus braços, consigo sentir sua dor através do choro que aos poucos se acalma e torna-se mais silencioso.
— Eu tô bem, tá tudo bem Tay! É sempre assim quando me lembro de alguma coisa...
— E do que você lembrou? — Pergunta ela ainda com a voz chorosa, sua cabeça está apoiada em meu peito.
— Lembrei do acidente na escada, Wendy e do que aconteceu antes disso entre eu e você — Resolvo ser sincero, por mais que eu queira tentar esconder algo, afinal nem sabemos se vamos sair vivos ou não dalí.
Olho em meu relógio e agora já fazem quase 3 horas que estamos presos e nada e nem ninguém veio nos tirar daqui ainda, e como se o destino fosse mais filho da puta ainda anunciando que podemos morrer, o elevador despenca mais uma vez e nos abraçamos com mais força do que antes.
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Sol da meia-noite
FanfictionTay, Jimin e Trix são melhores amigos e moram no Brasil. Por ironia do destino a empresa Cometa Harley Produções do pai de Trix vai produzir o show do grupo Level 1 no país. Tay e Jimin tem uma amizade-colorida um pouco confusa. Ela nunca se apaixo...
