Little Miracle (34)

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☀🌙

TAY

Eva se foi naquela noite...

Eu não sabia bem qual seria minha reação quando esse dia chegasse. Mas ouvi-la agradecer por eu estar ali antes que ela se fosse me pegou de surpresa. E deixou com um certo alívio em meu coração, de que minha missão foi cumprida.

Nos momentos finais de alguém que tanto me odiou a vida toda só pelo simples fato de eu existir, eu estava lá, a perdoando e lhe dando amor, e no fundo sei que apesar de tudo, ela sabia que eu a amava e isso era o suficiente para mim, mesmo que não fosse recíproco.

Após o enterro de Eva, fui para casa da tia Sarang, me sentia estranha por não chorar tanto pela morte da minha mãe como eu imaginei que seria. Mas tia Sarang disse que tudo bem que fosse assim, e que não tinha problema eu sentir alívio, não precisava me sentir culpada por isso, devido a tudo que já passei nas mãos dela não seria incomum que eu me sentisse assim. Por mais que eu sentisse culpa por me sentir desse jeito.

Passei a tarde toda na casa dela, não foi tão demorado e Eva foi enterrada no mesmo dia sem velório, pois não tínhamos amigos, nem parentes, sempre fomos apenas nós duas.

Já no início da noite Cha Eunwoo apareceu para me buscar e fomos para o apartamento.

Assim que entramos em casa, fui para meu antigo quarto tomar banho e trocar de roupa. E quando sai do quarto, Cha e eu resolvemos pedir alguma coisa para comer, e por mais que eu estivesse morrendo de saudade da comida brasileira, eu estava com uma vontade gigante de comer um frango frito coreano, e foi exatamente o que pedimos.

—  Vou tomar uma cerveja, você quer? — Perguntou ele e ponderei por alguns instantes se deveria ou não beber, eu deveria estar de luto certo? — Desculpa, você tá em luto! — Falou ele tocando-se do momento.

— Eu quero! — Respondi com firmeza.

— Mas...

— Relaxa, Cha. Eu sei que deveria estar em luto! Mas no fundo me sinto aliviada por ter fechado esse ciclo tão amargo da minha vida e não quero pensar muito mais nisso, então acho que uma cervejinha só pra abrir o apetite e sei lá, me tirar desse mar de desastres que foram os últimos meses não tem problema, né?

— Você é quem sabe! Mas diante de tudo que você passou até onde sei, acho que você tem todo direito sim, até de comemorar que esse ciclo acabou, e você cumpriu sua missão como boa filha, mesmo que sua mãe não merecesse.

Problema não teria tido nenhum, realmente.

Acontece que eu e Cha Eunwoo não tomamos só uma cerveja, tomamos uma caixa inteira durante o jantar, e pedimos mais duas caixas por delivery e já estávamos pra lá de bêbados e começamos a brincar de eu nunca.

— Eu nunca beijei uma mulher  — Disse Cha morrendo de rir sem tomar sua bebida — Acho que minha genética sempre foi ser gay.

— Mentira! — Eu disse rindo mais do que ele e juro que se passasse um passarinho na nossa frente naquela hora a gente iria rir só de ver ele voando — O que acha de experimentar? — Disse dando a ideia enquanto eu estava morta de bêbada.

Após 1 mês, era a primeira vez que eu bebia descontroladamente como fazia com Yeri tentando fugir dos nossos problemas.

— Eu beijo bem Cha, e nem vou te perturbar depois por nada, porque eu sou doida por um cara que me mostrou a bunda assim que acordou do coma.

Sol da meia-noiteOnde histórias criam vida. Descubra agora