Vinte e Quatro

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Maria Luiza point of view

...

13 horas depois...

Acordo assustada sentindo uma dor horrível por todo meu corpo. Eu não  estava mais no cemitério, a última coisa que lembro foi de ter apagado sozinha após mais outra pontada no peito.
Olho para frente e novamente estou em um quarto de hospital, a parede branca faz meus olhos doerem e preciso fechá-los por alguns segundos, abro novamente e dessa vez faço um esforço para conseguir virar o pescoço e consigo olhar para o lado vendo Beatriz dormindo sentada em uma poltrona.
Não faço ideia do quanto dormi mas sei que está escuro, não sei afirmar se é noite ou madrugada.

Eu: Bia- a chamo e minha voz sai muito baixa por não conseguir ter força para falar.

Vejo a mesma abrir os olhos rapidamente em um susto.

Bia: Luiza- ela fala ficando em pé ao lado da cama- Princesa, tá sentindo alguma dor?- pergunta preocupada e afirmo com a cabeça.

Eu: Parece que uma manada de elefantes passou por cima de mim- reclamo e ela ri leve- Não ri Beatriz- falo ainda grogue fazendo cara feia para a mesma.

Bia: Você me assustou- ela fala pegando na minha mão- Te achei caída desmaiada ao lado do túmulo da sua mãe, teus batimentos tavam muito fracos- ela fala e consigo sentir a preocupação em seu tom de voz.

Eu: Obrigado por não ter deixado eu morrer lá sozinha- falo e ela faz uma cara feia.

Bia: Não fala isso! Voce é nova tem muito o que viver ainda- fala e eu reviro os olhos pelo discurso de tio dela- Te deram um remédio muito forte, mais forte que o anterior- ela fala e eu concordo com a cabeça.

Eu: Obrigada mesmo- falo e ela tira alguns fios de cabelo que caiam sobre meu rosto.

Bia: Desculpa ter falado aquelas coisas pra você no vestiário, me senti culpada- fala e concordo com a cabeça.

Eu: Já passou- falo sorrindo fraco.

Bia: Me promete que vai se cuidar?- pergunta e respiro fundo.

Eu: Eu prometi pro médico que ele nunca mais iria me ver aqui e olha onde eu vim parar de novo, não posso te prometer isso- falo e dessa vez ela bufa.

Bia: Você é muito complicada, princesa- ela fala acariciando meu rosto.

Eu: Bia?- a chamo.

Bia: Oi- fala mudando sua atenção para meus olhos.

Eu: Eu tô com fome- falo manhosa e ela ri.

Bia: Não sei se você pode comer, princesa- fala e eu choramingo.

Eu: Minha barriga tá doendo de fome, aliás que horas são? - pergunto e ela olha no celular.

Bia: Já é de madrugada- fala e eu começo a fazer alguns cálculos rápidos de quanto tempo estou sem comer.

Eu: Eu tô a praticamente vinte horas sem comer, Bia- falo manhosa e ela levanta.

Bia: Vou falar com alguém pra ver se você pode comer- fala e eu sorrio.

Minhas lombrigas pareciam estar cavando um buraco nas paredes da minha barriga.
Beatriz sai do quarto e aproveito para fechar os olhos novamente por estarem doendo.

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