#24 - a queda

9K 613 1.5K
                                        

𝘼 𝙫𝙞𝙣𝙜𝙖𝙣𝙘̧𝙖 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙖𝙡𝙜𝙪𝙢𝙖𝙨 𝙥𝙚𝙨𝙨𝙤𝙖𝙨 𝙚́ 𝙪𝙢𝙖 𝙩𝙖𝙘̧𝙖 𝙙𝙚 𝙫𝙞𝙣𝙝𝙤 𝙚𝙢 𝙢𝙖̃𝙤𝙨 𝙚 𝙝𝙤𝙧𝙖𝙨 𝙙𝙚 𝙧𝙚𝙘𝙚𝙞𝙤 𝙖𝙢𝙖𝙧𝙜𝙤, 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙤𝙪𝙩𝙧𝙖𝙨 𝙚́ 𝙪𝙢𝙖 𝙞𝙢𝙖𝙜𝙞𝙣𝙖𝙘̧𝙖̃𝙤 𝙛𝙚́𝙧𝙩𝙞𝙡 𝙖𝙤𝙣𝙙𝙚 𝙣𝙤𝙞𝙩𝙚 𝙖𝙥𝙤́𝙨 𝙣𝙤𝙞𝙩𝙚 𝙨𝙤𝙣𝙝𝙖𝙢𝙤𝙨 𝙘𝙤𝙢 𝙖 𝙥𝙤𝙡𝙫𝙤𝙧𝙖 𝙚𝙢 𝙣𝙤𝙨𝙨𝙖𝙨 𝙢𝙖̃𝙤𝙨 𝙚 𝙤 𝙨𝙤𝙢 𝙦𝙪𝙚 𝙣𝙤𝙨𝙨𝙤𝙨 𝙞𝙣𝙞𝙢𝙞𝙜𝙤𝙨 𝙛𝙖𝙧𝙞𝙖𝙢 𝙨𝙚 𝙡𝙚𝙫𝙖𝙨𝙨𝙚𝙢 𝙪𝙢 𝙩𝙞𝙧𝙤 𝙤𝙪 𝙙𝙤𝙞𝙨.

𝙋𝙤𝙞𝙨 𝙤 𝙨𝙖𝙣𝙜𝙪𝙚 𝙙𝙚𝙡𝙚𝙨, 𝙚́ 𝙤 𝙣𝙤𝙨𝙨𝙤 𝙫𝙞𝙣𝙝𝙤.

- 𝘴𝘪𝘳𝘷𝘢-𝘴𝘦 𝘢 𝘷𝘰𝘯𝘵𝘢𝘥𝘦 𝘮𝘦𝘶 𝘥𝘰𝘤𝘦 𝘭𝘦𝘪𝘵𝘰𝘳.

*ᴘᴀʀᴛᴇ ᴀᴜʀᴏʀᴀ*

Um autor desconhecido disse uma vez, quando eu morrer deixe meu corpo na floresta.

Pois os lobos serão mais gentis que qualquer homem.

É um pensamento macabro se parar para pensar nisso, em ver o seu próprio corpo ser destroçado por aqueles caninos, ao ver os ossos sendo limpos da carne e lambidos até virarem cinzas.

Mas é muito mais aliviador do que sentir qualquer homem possuindo um corpo que não pode mais se proteger.

Pior ainda, é morrer em um corpo que foi usado por um homem sem deixar de respirar.

É se tornar uma carcaça pelas mãos e bocas deles e permanecer viva.

E quando um homem mata você pela primeira vez, você acaba querendo enterra-lo também.

E todos os outros como ele que vierem depois.

A sensação de medo naquele parque, a raiva oprimida no quarto de Claire.

Todas as vezes que Thomas Quill acreditou ter me feito morrer. Toda a impotência que me causou agora não me assusta mais, na verdade me incentiva.

Me incendeia.

- solta a arma - mando, Thomas não tem opção de recusar.

Mesmo que ele pareça determinado, pois ainda demora longos segundos para desviar a arma de Norman.

Mas logo deixa a arma no suporte ao lado do banco

- agora ande pra fora. - Quero que ele me olhe nos olhos, quero que saiba exatamente quem é a responsável pela sua queda.

Então ambos descem do carro, Norman treme tanto que nem sequer atreve a por as mãos na arma que Thomas usou para ameaça-lo.

Talvez ele não se sinta como um instinto assassino. Nem mesmo depois de quase ter sido morto.

Mas eu irei compensar isso por nós dois.

- você. - diz Thomas ao se virar pra mim, as mãos erguidas até a cabeça, o sorriso sínico - a loira do terraço, a desgraça em forma de mulher.

- estava com saudades, Quill?

Meus dedos sequer tremem dessa vez, de todas vezes que segurei uma arma nunca me senti tão frívola quanto ao revólver ainda adormecido no qual eu seguro.

- pensei que seria mais difícil de achar você, e veja só, voltando para mim tão rapidamente. - ele não parece se sentir tão ameaçado, por enquanto. - se pensa que levantar sua saia para Peter Walker vai te livrar do que vai acontecer depois que eu sair daqui com meus seguranças estão muito enganada loirinha.

DesacelereOnde histórias criam vida. Descubra agora