#28 - o ato final

10.5K 634 865
                                        

(𝐌𝐮́𝐬𝐢𝐜𝐚𝐬 𝐫𝐞𝐜𝐨𝐦𝐞𝐧𝐝𝐚𝐝𝐚𝐬:

𝘗𝘭𝘢𝘺 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘧𝘪𝘳𝘦 - 𝘚𝘢𝘮 𝘵𝘪𝘯𝘯𝘦𝘴𝘻

𝘏𝘰𝘯𝘳𝘴 - 𝘉𝘳𝘺𝘤𝘦 𝘧𝘰𝘹)

Peter agarra Amanda, ela está grunhindo de dor e me segurando firme, tanto que arranha meus braços no ato desesperado de não me soltar.

Com medo do que ambas vamos sofrer se Peter nos separar agora.

Ele está com o diabo nos próprios olhos, sedento de sangue.

Agindo somente pela raiva.

E após jogar Amanda atrás de si ele sobe sobre mim, puxando meu cabelo pra cima, me forçando a levantar.

Eu remungo de dor, meu coração acelerado, meu corpo rígido.

Sinto que agora estou mais perto da morte do que nunca estive.

- nunca deveria ter posto meus olhos em você. - ele diz enquanto ainda estou ajoelhada. - você poderia ser minha, poderia ter tido tudo!

- eu prefiro a morte a você Peter Walker! - esbravejo, tentando fugir do aperto dele em meu cabelo, tentando gritar.

- certo, cara mia. Como desejar. - ele aponta a arma para mim.

Outro disparo é feito.

Mas não é pelas mãos de Peter, pelo contrário.

Seu corpo cambaleia para trás, as mãos afrouxando o toque nos meus fios.

Uma bala acabou de passar pelo seu peito no smoking.

Outro tiro, meu corpo ressalta com o som e eu soluço de susto.

O segundo tiro acerta seu coração.

Olho para trás, quem atirou foi Kellan.

Dois disparos.

Um no peitoral, o outro no coração.

Mas Peter ainda permanece de pé.

Kellan esvazia sua munição no corpo dele.

Três tiros.

Quatro.

Cinco.

O eco estala meus ouvidos e me vejo tampando meus tímpanos sob o chão para aliviar a pressão sonora.

Quando tudo acaba vejo a fumaça na arma de Kellan.

Vejo o ardor furioso em seus olhos.

frios como os de um assasino.

Mas ao invés de satisfeitos, ele parece surpreso.

- pensei que sua pontaria fosse melhor. - me assusto por ainda ouvir a voz de Peter. - cinco tiros, nenhum na cabeça?

Me viro para ele, e como um demônio ressurgindo das cinzas, ele ainda está de pé, sua roupa fumegando das balas que queimaram até mesmo o tecido.

Os braços abertos, leves, o sorriso sádico.

- achou mesmo que eu não me prepararia para lidar com você? - Ele estava usando um colete a prova de balas. - agora é a minha vez de jogar.

Ele também está segurando uma arma, e usa a mão livre pra me agarrar, me levantando até si. Me abraçando com possessão como fez dias atrás no estacionamento.

DesacelereOnde histórias criam vida. Descubra agora