Entro em casa e fecho a porta atrás de mim. A casa está tranquila e eu me encosto na porta, deixando as emoções do momento me envolverem. Fico pensando no beijo que compartilhamos, sentindo meu coração acelerar enquanto relembro cada detalhe. Um sorriso bobo se forma nos meus lábios.
— Você acha isso bonito? — diz uma voz vinda da cozinha.
Surpresa, volto minha atenção para a fonte da voz.
— Pai, é você? — pergunto, incerta.
Ele acende as luzes da cozinha e vejo o rosto dele expressando desaprovação. Tento mudar de assunto, buscando evitar conflitos.
— Como foi o seu dia? — pergunto, mudando de assunto rapidamente.
No entanto, ele se aproxima de mim, com um olhar bravo no rosto.
— Eu já disse que não quero você andando com aquele rapaz — diz ele com firmeza.
Com o coração acelerado, percebo que a situação está prestes a esquentar. As palavras do meu pai são como um soco no estômago, mas decido não recuar.
— Pai, você não pode controlar com quem eu ando — respondo firmemente, encarando-o nos olhos.
Ele bufa, claramente insatisfeito, e dá as costas, caminhando em direção à cozinha.
— Espero que você pense melhor antes de se envolver em problemas por causa desse rapaz — ele finaliza, deixando um clima de tensão no ar.
Fico na sala quando escuto algo sendo quebrado na cozinha e corro até lá. Vejo que meu pai jogou algo na janela de vidro, quebrando-a.
— Por que você fez isso? — questiono, confusa e preocupada.
Ele se aproxima de mim e acaricia meu rosto.
— Porque você deixou ele te tocar? — diz ele, com raiva, e em seguida me dá um tapa no rosto. — Você é igual a sua mãe!
Sinto meu rosto queimar com a marca do tapa, colocando minha mão no local enquanto tento assimilar o que acabou de acontecer. Minha mente começa a se encher de confusão e medo.
— Pai, você nunca fez isso antes... — murmuro, recuando lentamente para trás.
Ele caminha em minha direção, me encurralando contra a parede. Sua expressão está repleta de raiva e controle.
— Eu não quero que você saia por aí beijando qualquer pessoa! — ele grita, tremendo de raiva.
As palavras duras penetram em meu coração, fazendo-me sentir uma mistura de tristeza e desespero. Nunca vi meu pai tão fora de controle antes.
— Pai... — tento falar, mas sou interrompida por outro tapa no rosto. Dessa vez, sinto algo molhado em minha pele e, ao levar a mão ao rosto, vejo sangue.
Impulsivamente, eu o empurro e corro para o meu quarto, trancando a porta atrás de mim. Meu coração está acelerado e meus pensamentos estão confusos. Preciso de um momento para me recuperar e processar o que acabou de acontecer.
No meu quarto, estou sozinha com minha dor física e emocional. As lágrimas começam a escorrer pelo meu rosto ferido, enquanto eu luto para entender por que meu pai se tornou tão agressivo.
Após o tumulto e a agressão que sofri, decido me refugiar no banheiro. Tomo um banho quente, deixando que as lágrimas de confusão e tristeza escorram pelo meu rosto. A água parece acalmar minhas emoções turbulentas e me dá um momento de tranquilidade.
Depois do banho, vou até o espelho do banheiro e faço um curativo cuidadoso na minha bochecha ferida, onde o vidro me cortou. Observo o pequeno corte com tristeza, pensando nos eventos que ocorreram. É difícil compreender como meu pai chegou a esse ponto de agressividade.
Cansado e emocionalmente exausto, me deito na cama e tento descansar minha mente e meu corpo. A imagem do meu pai, tão diferente do homem que eu conhecia, me assusta profundamente.
A imagem assustadora do meu pai continua a ecoar na minha mente, tornando impossível dormir durante toda a noite. Sinto-me exausta emocionalmente, mas o medo e a confusão persistem, mantendo-me acordada.
Quando finalmente vejo os primeiros raios de sol surgirem no horizonte, levanto-me da cama e realizo minha higiene matinal. Coloco uma máscara para cobrir o machucado que meu pai me causou, buscando esconder as evidências de seu comportamento violento.
Decido sair pela janela do meu quarto, buscando espaço e ar fresco para clarear minha mente. Caminho pela vila, observando ao redor enquanto os lugares começam a abrir. Sem perceber, acabo chegando à entrada da vila.
— Bom dia, Kotetsu. Cadê o Izumo? — cumprimento, tentando parecer o mais normal possível.
— Você me assustou. Bom dia! Ele foi comprar lanches. Você acordou cedo e com essa máscara aí? — responde Kotetsu, surpreso com minha presença.
— Tomei muita coisa gelada ontem e fiquei um pouco doente, nem dormi direito — minto, buscando uma desculpa para o meu aspecto cansado e a máscara que utilizo.
— Então fica aqui conosco — sugere Izumo, que está entrando na guarita.
— obrigado — agradeço, entrando na guarita ao lado deles.
O silêncio envolve o ambiente, e logo me vejo cochilando sentada na cadeira. Izumo me balança levemente e aponta para uma pequena cama.
— Ei, deita ali — indica carinhosamente.
Seguindo sua sugestão, deito-me na cama e, finalmente, consigo adormecer. Talvez dormir longe de casa seja uma forma de proteção, uma maneira de evitar qualquer possibilidade de meu pai entrar em meu quarto durante a noite.
Naquele momento, na segurança da guarita com meus amigos, uma sensação de alívio e proteção me envolve. Eu permito que o cansaço finalmente domine meu corpo, entregando-me a um sono reparador.
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shikamaru nara
Fanfiction"Em uma jornada imprevisível, a vida conduz um indivíduo a encontros que mexem profundamente com suas emoções. Entre armadilhas e reviravoltas, surge um emaranhado de confusões envolvendo amor, amizade e lutas internas"
